09/10/10

Mariscos: tempo de cozedura

Há dias comprei um lavagante vivo e não sabia o tempo de cozedura que devia dar ao animal. Hoje fui à praça, comprei umas canilhas e o problema voltou a colocar-se. Para quem, como eu, não sabe o tempo de cozedura de determinados mariscos, na Boutique do Peixe encontra uma boa tabela.

08/10/10

Costeletas de borrego com vodka

Para mim, as quintas-feiras são dias de stress!!! Levar a filha do meio à escola, acabar trabalhos para entregar na sexta-feira, fazer o almoço, levar a filha mais nova à escola, ir à piscina, ir buscar a filha mais nova à escola, voltar para casa a pensar no que vai ser o jantar.
Hoje era mesmo daqueles dias em que se impunha uma daquelas receitas para «Homens de barba rija e mulheres de pele macia», ou seja: Comem o que eu puser na mesa e não refilam!!! Ao melhor estilo macho man desenrascado :)))
Depois de uma saltada ao talho, às 7 e meia da tarde ainda consegui umas bonitas costeletas de borrego.
Uma parte da missão já estava concluída. Mas, como preparar as costeletinhas? Ora, cá foi disto.
Óleo de girassol e banha de porco-preto para a frigideira, até aquecerem mesmo muito bem. Feito isto, e depois de lavadas as costeletas (para retirar eventuais aparas de osso que possam ter ficado agarradas à carne e que não são nada agradáveis de levar à boca), estas foram fazer companhia ao óleo e à banha. Começaram logo a estralejar que foi uma maravilha de se ouvir. Viradas e reviradas, levaram com sal, pimenta-preta moída na altura, um pouco de colorau, dois dentes de alho e uns bons pingos de limão. Quando já estavam bem tostadinhas, reguei-as generosamente com Vodka, ... só para ajudar o limão a cortar um pouco da gordura característica do borrego :)))

Enquanto isto, e porque as costeletas precisam de pelo menos 20 minutos na frigideira para ficarem ao meu gosto, tive tempo para abrir o frigorífico e encontrar uns cogumelos brauner (não é marca, é a variedade e uma das que mais gosto pelo sabor suave que têm) que salteei em azeite, salsa, um dente de alho, sal e pimenta preta.







Ao mesmo tempo que tratava dos cogumelos pus a fritar umas batatas em cubos e depois levei tudo para a mesa. O jantar encerrou com umas tortas de Azeitão fresquíssimas que já tínhamos comprado no café do Sr. Miguel à hora do almoço.

07/10/10

Carré de borrego

Este carré foi armado com muito esmero pelo Samuel (um dos cortadores do talho onde me abasteço)
Depois foi só temperar com alho, sal pimenta-preta, louro, vinho branco, banha de porco preto e levar ao forno durante 1 hora e meia. Acompanhei com batata frita em palitos grossos e uma salada de corações de alface.

Choquinhos com coentros

Como se pode ver pelas receitas que aqui tenho apresentado, esta semana não tem corrido nada bem aos moluscos cá em casa: seja polvo, ostras ou chocos... acabam todos no prato!
Hoje a culpa foi da minha mulher, que chegou a casa a dizer que tinha passado por um restaurante que abriu recentemente ali para as bandas da Av. João XXI e um dos pratos do dia era, precisamente, choquinhos de coentrada.
Diga-se de passagem, que não gosto de perder muito tempo na cozinha, ou seja, não sou adepto – antes pelo contrário – de fast food, mas também não tenho muita paciência para estar ao fogão horas a fio. Além disso, como a sinusite me rouba grande parte do olfacto, procuro puxar ao máximo pelo aroma dos pratos que cozinho. Assim, o que de melhor se poderia arranjar se não uns choquinhos bem condimentados com bastantes coentros!? Fácil de dizer e mais rápido de fazer.
Foi assim:
1 kg de choquinhos (somos 4 à mesa cá em casa) com cerca de 7 cm (não gosto deles maiores. Acho que viram pastilha elástica...) Depois de bem limpos, quando vão para a frigideira começam a largar o esqueleto, que é fácil de tirar e deitar fora. Quem tiver periquitos pode aproveitá-los para as avezinhas afiarem o bico.
2 colheres de sopa de azeite
3 dentes de alho bem picadinho
sal e pimenta preta
1/2 copo de vinho branco
coentros frescos picados



Cozinham-se os choquinhos durante cerca de meia hora e só quando estão quase no ponto é que se juntam os coentros, caso contrário, perdem o aroma e mais parecem relva. Eu gosto dos choquinhos bem tenros e costumo espetá-los com um garfo para ir sentindo a textura.



Para acompanhamento lembrei-me de fazer umas batatas cozidas quase a ponto de virarem puré. Depois esmaguei-as grosseiramente com um garfo e temperei-as com azeite, 2 dentes de alho bem picadinhos, pimenta-da-jamaica e mais coentros.
Ficou assim:

06/10/10

Viva a República!!!

Havia que dar cor à mesa, era preciso transmitir no prato um pouco do espírito republicano de 5 de Outubro de 1910 (perdoem-me os monárquicos, pois sempre achei que o rei D. Carlos foi dos monarcas mais cultos, lúcidos e bons vivants que este País alguma vez conheceu, mas o D. Manuel II já estava ultrapassado pela História). Bom, deixemo-nos de conversas e puxemos dos talheres.
Assim, por ordem de entrada, começámos por umas ostras ao natural apenas com alguns pingos de limão. Gosto de servi-las em cama de gelo decorada com algas, mas faz tempo que não vou à praia. Estas foram compradas no Pingo Doce e são de Vila Praia de Âncora. Uma delícia!


Seguiram-se uns camarões selvagens em azeite com alho, gindungo, coentros e bróculos. O vermelho e o verde começavam a marcar presença:




Para terminar, e só faltou a banda da Armada a tocar o Hino, veio a rematar um Carpaccio de novilho temperado com flor de sal, pimenta-da-jamaica e limão, acompanhado por rúcula selvagem, alcaparras  e queijo Feta.

Uma questão de café

Cá em casa o dia só começa bem com um café expresso e uma torrada feita com pão da mãe do Vasco (um dia destes eu mostro como é o aspecto do pão da mãe do Vasco...). Mas pode começar ainda melhor se o Café for o melhor do MUNDO!!! E este é, sem sombra de dúvidas, o café Sant'Eustachio!!! Quando forem a Roma, não deixem de visitar e deliciem-se com uma bica espumosa de comer à colher em vez de se beber. Aqui ficam algumas fotografias, umas para indicação toponímica e outras para ficarem com água na boca. www.santeustachioilcaffe.it



05/10/10

Carpaccio de Salmão



Hoje foi comida rápida porque jogavam os meus dragões e queria arranjar um bom lugar, na primeira fila... frente à televisão.
Um carpaccio de salmão acompanhado por uns camarões, ovas em tosta com maionese e rúcula selvagem. Além de comer, o que mais gozo me dá neste preparo é o empratar.

Os ingredientes já estão listados, os camarões são da http://www.pescanova.pt/Root/Home.aspx e cozem 5 minutos em água com bastante sal, as tostas são da http://www.bimbo.com/por/default.cfm?menu=5,5 , a maionese, devido às pressas, foi da Heinz, e a rúcula divinamente temperada pela minha cara metade com um toque de vinagre balsâmico de Modena da http://www.monarifederzoni.it/
Se quiserem copiar... bom apetite!