Lá volto à carga com as favas, mas hoje foi mesmo uma experiência bem sucedida. Resolvi arranjar novas companhias para as minhas favinhas e assim peguei nos três produtos que tinha à mão: um chouriço de Ponte de Lima, uma barriga de porco fumada e três fatias de pastrami. O preparado dá para duas pessoas.
Depois de picar, bem picadinhos, uma cebola e dois dentes de alho, deitei um generoso fio de azeite num tacho de barro e deixei a cebola e o alho refogarem. A seguir juntei as rodelas de chouriço. Depois foi a vez das favas (eram da Iglo e já estavam praticamente descongeladas - 800 g) entrarem para o tacho, acompanhadas por uma boa pitada de sal e mistura de cinco pimentas moída na altura. Seguiram-se coentros bem picadinhos e um copo de vinho branco seco. Quando o caldo já estava quase a desaparecer, juntei a barriga fumada cortada em cubos grossos, deixei que derramasse um pouco de gordura para reforçar o caldo e depois ainda tive que acrescentar um pouco de água (a ferver). Na altura em que as favas já se deixavam comer, ou seja, quando ficaram macias, juntei o pastrami cortado em tiras largas, tapei e deixei suar ainda mais 2 ou 3 minutos.
As favinhas foram para a mesa acompanhadas por um um tinto Monte das Servas «Escolha» de 2008. DIVINO!!!
07/12/10
02/12/10
Camarões
Hoje lembrei-me de fazer uma entrada com estes bonitos camarões que se ficaram a rir para mim no Pingo Doce. O sorriso que me deitaram foi verdadeiramente irresistível.
A primeira operação foi abri-los ao meio e temperá-los com flor de sal, gindungo, bastante sumo de limão, umas folhas de hortelã, coentros, alho bem picadinho e um bom fio de azeite.
Depois foi só deitar os camarões na frigideira, previamente regada com outro bom fio de azeite
Para terminar, uma das tarefas que me dá mais gozo: empratar.
Como achei que os «carapaus» (leia-se camarões) se iam sentir muito sozinhos no prato, resolvi acompanhá-los com umas ovas de lumpo sobre tosta em cama de maionaise e outras de salmão Kodiak sobre tosta em cama de wasabe (forte e deliciosamente picante)
A primeira operação foi abri-los ao meio e temperá-los com flor de sal, gindungo, bastante sumo de limão, umas folhas de hortelã, coentros, alho bem picadinho e um bom fio de azeite.
Depois foi só deitar os camarões na frigideira, previamente regada com outro bom fio de azeite
Para terminar, uma das tarefas que me dá mais gozo: empratar.
Como achei que os «carapaus» (leia-se camarões) se iam sentir muito sozinhos no prato, resolvi acompanhá-los com umas ovas de lumpo sobre tosta em cama de maionaise e outras de salmão Kodiak sobre tosta em cama de wasabe (forte e deliciosamente picante)
30/11/10
Arroz de pato
O jantar hoje foi arroz de pato. Não devia apresentar a receita porque não fui eu que o fiz, mas sim a minha mulher. Digo apenas que se tratou de um pato muito especial, criado no campo lá para as bandas da Lourinhã e que tem um sabor incomparável, além de que a carne é mais escura e tem uma textura muito diferente da daqueles patos que se compram habitualmente nos supermercados. Isto é 100% pato, e pronto!
Eu vou tentar contar como tudo se passou.
Meio pato da mãe do Luís, que é sobrinho do Samuel, e têm os dois 25 anos! São eles os doidos que gerem o talho onde me abasteço quase diariamente.
Voltando ao meio pato dos campos da Lourinhã: mergulhou na panela de pressão acompanhado por uns quantos cravos cabecinha, uma cebola, um bom pedaço de chouriço de carne de Ponte de Lima (no Pingo Doce encontra-se da melhor qualidade!) sal e pimenta. Assim esteve em serena sauna cerca de meia hora. Entretanto, o forno pré-aquecido a 200°C. Finda a cozedura do patito, espera-se que este arrefeça um pouco para ser desfiado, coa-se a água da cozedura que é então aproveitada para cozer o arroz. Depois é só ir fazendo camas de arroz e deitando os pedacinhos de pato por cima num tabuleiro de barro. Após a última cama de arroz, colocam-se as rodelas de chouriço e leva-se ao forno cerca de 20 minutos.
DIVINO!!!!
Eu vou tentar contar como tudo se passou.
Meio pato da mãe do Luís, que é sobrinho do Samuel, e têm os dois 25 anos! São eles os doidos que gerem o talho onde me abasteço quase diariamente.
Voltando ao meio pato dos campos da Lourinhã: mergulhou na panela de pressão acompanhado por uns quantos cravos cabecinha, uma cebola, um bom pedaço de chouriço de carne de Ponte de Lima (no Pingo Doce encontra-se da melhor qualidade!) sal e pimenta. Assim esteve em serena sauna cerca de meia hora. Entretanto, o forno pré-aquecido a 200°C. Finda a cozedura do patito, espera-se que este arrefeça um pouco para ser desfiado, coa-se a água da cozedura que é então aproveitada para cozer o arroz. Depois é só ir fazendo camas de arroz e deitando os pedacinhos de pato por cima num tabuleiro de barro. Após a última cama de arroz, colocam-se as rodelas de chouriço e leva-se ao forno cerca de 20 minutos.
DIVINO!!!!
29/11/10
Bacalhau no forno
Hoje o jantar foi bacalhau no forno. Gosto de bacalhau de quase todas as maneiras e feitios excepto... sob a forma de pastéis!!! Estes não me agradam mesmo nada e por isso tenho quase a certeza de que nunca aqui irei colocar uma receita dos ditos cujos pastelinhos :(((
Bom, mas regressemos ao jantar de hoje: depois de demolhadas durante dois dias para perderem o sal, deitei um bom fio de azeite num tacho de barro, fiz uma cama de rodelas de cebola cortadas bem finas e deitei as postas de bacalhau por cima. Temperei com flor de sal e pimenta preta moída na altura. Juntei ainda um bom pedaço de salsa fresca picada, um dente de alho também bem picadinho e ainda mais um fio de azeite.
Entretanto já tinha pré-aquecido o forno a 200°C durante 10 minutos. Depois foi só levar ao forno durante cerca de 30 minutos. Passado esse tempo, o bacalhau foi para a mesa acompanhado por grão-de-bico cozido e saboreado com um excelente tinto Vinha Grande de 2008. O jantar encerrou com uma deliciosa mousse de chocolate, mas isso já não foi obra minha, pelo que não revelo o segredo :)))
Bom, mas regressemos ao jantar de hoje: depois de demolhadas durante dois dias para perderem o sal, deitei um bom fio de azeite num tacho de barro, fiz uma cama de rodelas de cebola cortadas bem finas e deitei as postas de bacalhau por cima. Temperei com flor de sal e pimenta preta moída na altura. Juntei ainda um bom pedaço de salsa fresca picada, um dente de alho também bem picadinho e ainda mais um fio de azeite.
Entretanto já tinha pré-aquecido o forno a 200°C durante 10 minutos. Depois foi só levar ao forno durante cerca de 30 minutos. Passado esse tempo, o bacalhau foi para a mesa acompanhado por grão-de-bico cozido e saboreado com um excelente tinto Vinha Grande de 2008. O jantar encerrou com uma deliciosa mousse de chocolate, mas isso já não foi obra minha, pelo que não revelo o segredo :)))
Carne de porco à alentejana
Faz tempo que não venho aqui porque o trabalho é muito e o tempo todo contado quase ao minuto. Nestas alturas a imaginação culinária como que entra em hibernação e as idas ao restaurante também aumentam!
No entanto, esta semana ainda tive tempo para preparar uma carne de porco à alentejana, de que muito gosto, tal como a minha filha mais nova.
Costumo prepará-la na cataplana mas, como já disse, o tempo é todo pouco e houve que despachar o almoço. Assim, a carne foi tratada numa vulgar frigideira e nem por isso se queixou!
Comprados 650 g de carne de porco cortada em cubos, foi chegar a casa e fazer uma marinada com azeite, vinho branco, sal, alho picado, salsa, colorau, pimenta preta moída na altura e sumo de meio limão pequeno.
Cerca de 3 horas depois, derreti um bocado de banha de porco preto numa frigideira e deitei a carne e a marinada. Tapei para deixar suar bem e quase ao fim, juntei as ameijoas. Entretanto, pus batatas em cubos a fritar para acompanhar e piquei muito miudinhamente pickles de couve-flor e cenoura.
Mais simples e rápido do que isto acho difícil
No entanto, esta semana ainda tive tempo para preparar uma carne de porco à alentejana, de que muito gosto, tal como a minha filha mais nova.
Costumo prepará-la na cataplana mas, como já disse, o tempo é todo pouco e houve que despachar o almoço. Assim, a carne foi tratada numa vulgar frigideira e nem por isso se queixou!
Comprados 650 g de carne de porco cortada em cubos, foi chegar a casa e fazer uma marinada com azeite, vinho branco, sal, alho picado, salsa, colorau, pimenta preta moída na altura e sumo de meio limão pequeno.
Cerca de 3 horas depois, derreti um bocado de banha de porco preto numa frigideira e deitei a carne e a marinada. Tapei para deixar suar bem e quase ao fim, juntei as ameijoas. Entretanto, pus batatas em cubos a fritar para acompanhar e piquei muito miudinhamente pickles de couve-flor e cenoura.
Mais simples e rápido do que isto acho difícil
12/11/10
Favas
Hoje para o almoço fiz favas, acompanhadas por um bom pedaço de secretos de porco e um chouriço de carne de Ponte de Lima. Como se a experiência não bastasse, resolvi casar as favinhas com um pimento-vermelho!
Modéstia à parte, mas as favas que cozinho são as melhores do Mundo!
Um destes dias conto aqui como as preparo.
Modéstia à parte, mas as favas que cozinho são as melhores do Mundo!
Um destes dias conto aqui como as preparo.
10/11/10
As minhas batatas no forno
Os tempos são de crise, eu sei, mas a verdade é que o jantar não se limitou a batatas!
No entanto, a novidade, residiu precisamente nas batatas que resolvi inventar para acompanharem a mão de borrego assada no forno que hoje comemos cá em casa.
Ao contrário do que é habitual, não tirei fotografias (o que foi pena, porque até ficaram com bom aspecto, mas tive medo que o petisco não resultasse e achei por bem não captar as imagens de um evento que poderia ter um final infeliz) e por isso limito-me a contar como as coisas se passaram.
Temperada com vinho branco, 2 dentes de alho picados, sal, colorau picante (o que dispensa a pimenta), duas folhas de louro, um fio de azeite e banha de porco-preto, a mão de borrego foi fazer sauna para o forno (previamente aquecido a 200ºC).
Não sei se é mania cá de casa, mas achamos a mão de borrego mais saborosa e mais tenra do que a pata (hoje tinham sobrado umas costeletas de porco do almoço, que também juntei ao borrego; noutras circunstâncias, e para evitar que alguém passe fome, peço sempre no talho 4 costeletas de borrego para juntar à mão do dito cujo animal).
Colocava-se então o problema do acompanhamento. Assim, comprei no Vasco 1 kg de batatas roxas das mais pequenas que, depois de bem lavadas e esfregadas, cortei em quartos (não as descasquei). Arranjei uma cebola, que cortei em rodelas finas e que depois voltei a cortar em quartos. Numa assadeira de pirex deitei um bom fio de azeite e depois fiz uma cama com uma parte da cebola, por cima da qual deitei as batatas. Tapei-as então com 2 dentes de alho bem picadinhos, um punhado de salsa picada, sal, colorau picante, tirinhas finas de pimento vermelho, o resto da cebola e mais um fio de azeite.
Foi um pouco complicado gerir a logística no forno, mas com a assadeira das batatas em equilíbrio sobre a assadeira de barro com a mão de borrego, tudo se acondicionou e lá foi suando no forno durante cerca de 1 hora. À meia hora, tirei tudo do forno e houve mudança de campo, ou melhor, virei a mão de borrego e revirei as batatas. Volta e meia usei a função grelhador ventilado para ajudar a tostar a mão de borrego, o que também teve bons efeitos nas batatinhas.
A mão de borrego já é visita conhecida e foi bem recebida, como sempre. Quanto, às batatas, posso garantir (porque as duas bocas júniores que tenho cá em casa são umas pestinhas para testarem novidades) que o sucesso foi absoluto, pois não sobrou nenhuma para testemunhar a experiência!!!
No entanto, a novidade, residiu precisamente nas batatas que resolvi inventar para acompanharem a mão de borrego assada no forno que hoje comemos cá em casa.
Ao contrário do que é habitual, não tirei fotografias (o que foi pena, porque até ficaram com bom aspecto, mas tive medo que o petisco não resultasse e achei por bem não captar as imagens de um evento que poderia ter um final infeliz) e por isso limito-me a contar como as coisas se passaram.
Temperada com vinho branco, 2 dentes de alho picados, sal, colorau picante (o que dispensa a pimenta), duas folhas de louro, um fio de azeite e banha de porco-preto, a mão de borrego foi fazer sauna para o forno (previamente aquecido a 200ºC).
Não sei se é mania cá de casa, mas achamos a mão de borrego mais saborosa e mais tenra do que a pata (hoje tinham sobrado umas costeletas de porco do almoço, que também juntei ao borrego; noutras circunstâncias, e para evitar que alguém passe fome, peço sempre no talho 4 costeletas de borrego para juntar à mão do dito cujo animal).
Colocava-se então o problema do acompanhamento. Assim, comprei no Vasco 1 kg de batatas roxas das mais pequenas que, depois de bem lavadas e esfregadas, cortei em quartos (não as descasquei). Arranjei uma cebola, que cortei em rodelas finas e que depois voltei a cortar em quartos. Numa assadeira de pirex deitei um bom fio de azeite e depois fiz uma cama com uma parte da cebola, por cima da qual deitei as batatas. Tapei-as então com 2 dentes de alho bem picadinhos, um punhado de salsa picada, sal, colorau picante, tirinhas finas de pimento vermelho, o resto da cebola e mais um fio de azeite.
Foi um pouco complicado gerir a logística no forno, mas com a assadeira das batatas em equilíbrio sobre a assadeira de barro com a mão de borrego, tudo se acondicionou e lá foi suando no forno durante cerca de 1 hora. À meia hora, tirei tudo do forno e houve mudança de campo, ou melhor, virei a mão de borrego e revirei as batatas. Volta e meia usei a função grelhador ventilado para ajudar a tostar a mão de borrego, o que também teve bons efeitos nas batatinhas.
A mão de borrego já é visita conhecida e foi bem recebida, como sempre. Quanto, às batatas, posso garantir (porque as duas bocas júniores que tenho cá em casa são umas pestinhas para testarem novidades) que o sucesso foi absoluto, pois não sobrou nenhuma para testemunhar a experiência!!!
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