Ouriços-do-mar: tal como as ostras, têm que ser saboreados «nature», como dizem os Franceses. Isso mesmo, ao natural, sem qualquer preparo. É abrir, levar à mesa e comer. Como diz o meu amigo Bicas, «até se sentem as ondas do mar» na boca.
São bastante fáceis de abrir com uma tesoura de cozinha. Basta ver este vídeo
Além dos ouriços-do-mar,
levei à mesa umas vieiras salteadas em manteiga, cebolinho e funcho.
Como complemento, nada melhor do que uns camarões-tigre e umas ovas variadas sobre tosta, reforçadas com um suave mozzarela e umas pitadinhas de cebolinho e funcho.
Se quiserem copiar, só desejo que vos saiba tão bem quanto me soube a mim
13/02/11
06/02/11
Vol-au-vent de salmão
Ando farto de carne e há alguns dias que só pensava em salmão. Mas tinha que ser de uma maneira diferente, e foi isto que me saiu, com a aprovação das minhas provadoras cá da pensão.
Massa folhada (antigamente havia uma marca, não me recordo do nome, que fazia umas embalagens com um bloco de massa folhada que mais parecia um tijolo, mas que servia na perfeição para fazer uma caixa para este estilo de preparo). Perante duas placas sem jeito de massa folhada, a minha sócia deu o seu melhor e conseguiu com o rolo da massa – acho que tinha mais vontade de me dar com ele do que o usar para estender a massa :)))) – fazer a tal base que eu pretendia.
Então, fiz assim:
Cozi 2 alhos franceses cortados em rodelas finas durante 10 minutos em água com uma pitada de sal e uma noz de manteiga.
Numa frigideira, deitei um fio de óleo Becel e dourei 3 lombos de salmão e 4 cogumelos Brauner. Temperados com flor de sal e pimenta-preta moída na altura.
Usei uma embalagem de 1/2 litro de molho Béchamel Light da Parmalat, à qual juntei 2 ovos inteiros (sem casca, como é evidente!)
A massa folhada foi devidamente golpeada para formar uma caixa com tampa e metida no forno a 200°C. Entretanto, desfiz os lombos de salmão a golpes de faca e garfo. Quando a massa folhada adquiriu a forma de caixa pretendida, tirei-a do forno, retirei a «tampa» e fiz uma cama com o alho-francês e os cogumelos. Por cima, deitei o salmão e cobri tudo com o molho béchamel. Para terminar, tapei com a tampa (que raio de pleonasmo!!!). Voltou a ir tudo para o forno mais cerca de 10 minutos... et voilá!
Para primeira experiência, não saiu nada mal. A foto teve que ser assim, porque não me deram tempo para empratar porque já estava tudo a desfalecer com fome.
Massa folhada (antigamente havia uma marca, não me recordo do nome, que fazia umas embalagens com um bloco de massa folhada que mais parecia um tijolo, mas que servia na perfeição para fazer uma caixa para este estilo de preparo). Perante duas placas sem jeito de massa folhada, a minha sócia deu o seu melhor e conseguiu com o rolo da massa – acho que tinha mais vontade de me dar com ele do que o usar para estender a massa :)))) – fazer a tal base que eu pretendia.
Então, fiz assim:
Cozi 2 alhos franceses cortados em rodelas finas durante 10 minutos em água com uma pitada de sal e uma noz de manteiga.
Numa frigideira, deitei um fio de óleo Becel e dourei 3 lombos de salmão e 4 cogumelos Brauner. Temperados com flor de sal e pimenta-preta moída na altura.
Usei uma embalagem de 1/2 litro de molho Béchamel Light da Parmalat, à qual juntei 2 ovos inteiros (sem casca, como é evidente!)
A massa folhada foi devidamente golpeada para formar uma caixa com tampa e metida no forno a 200°C. Entretanto, desfiz os lombos de salmão a golpes de faca e garfo. Quando a massa folhada adquiriu a forma de caixa pretendida, tirei-a do forno, retirei a «tampa» e fiz uma cama com o alho-francês e os cogumelos. Por cima, deitei o salmão e cobri tudo com o molho béchamel. Para terminar, tapei com a tampa (que raio de pleonasmo!!!). Voltou a ir tudo para o forno mais cerca de 10 minutos... et voilá!
Para primeira experiência, não saiu nada mal. A foto teve que ser assim, porque não me deram tempo para empratar porque já estava tudo a desfalecer com fome.
Lombinho de porco
Antes de mais, ATENÇÃO: é mesmo lombinho e não lombo de porco. Como sempre, adquirido nos meus amigos Samuel e Luís. Não me perguntem por pesos porque o Samuel e o Luís já sabem que o pessoal cá em casa gosta de comer mas não é estilo «farta brutos!» Por isso costumo pedir-lhes da seguinte maneira: «Que dê para os quatro», e eles já sabem.
Quanto a carne de porco, sou quase como o Bourdain: gosto praticamente de tudo do dito cujo animal, à excepção de alguns interiores internos e outros exteriores externos como rabo, chispe, fígado (em contrapartida, perco a cabeça por umas iscas de vitela), rins ou bochechas. Apesar de também gostar bastante de lombo, o lombinho tem um gosto e uma textura muito especiais e permite cortar umas fatias muito suculentas.
Este lombinho levou um tratamento rotineiro, que isto aqui não é nenhum SPA!
Dei-lhe de beber um vinho branco, temperei-o com sal e pimentão picante (pelo que dispensei a pimenta-preta), apunhalei-o em meia dúzia de pontos estratégicos para lhe cravar nas feridas umas quantas lascas de dentes de alho, salpiquei-o com umas gotas de limão e um pouco de cominhos, reguei-o com um bom fio de azeite e juntei ainda uma folha de louro e um pouco de banha de porco preto. Ficou em repouso por umas 2 horas (e para não ficar sozinho, achei que uma cebola cortada em quartos lhe podia fazer uma boa companhia), findas as quais foi levar ao forno a 200°C por cerca de 40 minutos. Quando faltava um quarto de hora, foi altura de juntar umas batatinhas nas quais deitei apenas uma pitada de sal e reguei com o o molho que entretanto se formara.
Ficou assim e desapareceu quase por completo.
Quanto a carne de porco, sou quase como o Bourdain: gosto praticamente de tudo do dito cujo animal, à excepção de alguns interiores internos e outros exteriores externos como rabo, chispe, fígado (em contrapartida, perco a cabeça por umas iscas de vitela), rins ou bochechas. Apesar de também gostar bastante de lombo, o lombinho tem um gosto e uma textura muito especiais e permite cortar umas fatias muito suculentas.
Este lombinho levou um tratamento rotineiro, que isto aqui não é nenhum SPA!
Dei-lhe de beber um vinho branco, temperei-o com sal e pimentão picante (pelo que dispensei a pimenta-preta), apunhalei-o em meia dúzia de pontos estratégicos para lhe cravar nas feridas umas quantas lascas de dentes de alho, salpiquei-o com umas gotas de limão e um pouco de cominhos, reguei-o com um bom fio de azeite e juntei ainda uma folha de louro e um pouco de banha de porco preto. Ficou em repouso por umas 2 horas (e para não ficar sozinho, achei que uma cebola cortada em quartos lhe podia fazer uma boa companhia), findas as quais foi levar ao forno a 200°C por cerca de 40 minutos. Quando faltava um quarto de hora, foi altura de juntar umas batatinhas nas quais deitei apenas uma pitada de sal e reguei com o o molho que entretanto se formara.
Ficou assim e desapareceu quase por completo.
Como sabe sempre bem começar uma refeição por uma entrada, lembrei-me de preparar umas ovas de salmão, um pouco de presunto de parma e umas rodelas de pepino para irem avivando o paladar
03/02/11
Tarte de morangos e amoras
O trabalho não me larga, mas tenho que dar de comer ao pessoal cá da casa. E nada melhor do que adoçar as bocas, depois de um bom coelho estufado com Guiness, do que esta tarte de morangos e amoras banhados em leite condensado.
Devido à globalização, agora temos tudo à mão de semear, só falta mesmo é os produtos terem aquele gostinho especial. Ou seja, os morangos eram espanhóis (de uma estufa talvez ali para os lados de Sevilha, e não tinham sabor nenhum, apenas bom aspecto); quanto às amoras, vieram de terras de Cortéz, isto é, do México, mas mereceram o preço que o Pingo Doce me pediu.
A preparação foi assim:
2 claras de ovo batidas em castelo (daqueles castelos a sério que não se deixam ir abaixo ao primeiro assalto)
1 lata de leite condensado que conseguiu assaltar o castelo à custa da batedeira eléctrica.
2 gemas de ovo para ajudar à festa
1 embalagem de massa quebrada devidamente estendida sobre uma forma de tarte
deita-se o preparado sobre a massa e juntam-se:
250 g de morangos
1 embalagem de amoras
1 pitada de canela em pó
Entretanto, já há mais de 15 minutos que o forno está a aquecer a 200°C
Bota-se a forma no forno e espera-se que corra tudo da melhor maneira. Passados 20 a 25 minutos, espeta-se um palito e, se a consistência for do nosso agrado, retira-se do forno e termina-se a decoração
Saiu assim, e não tem truques de Photoshop
Devido à globalização, agora temos tudo à mão de semear, só falta mesmo é os produtos terem aquele gostinho especial. Ou seja, os morangos eram espanhóis (de uma estufa talvez ali para os lados de Sevilha, e não tinham sabor nenhum, apenas bom aspecto); quanto às amoras, vieram de terras de Cortéz, isto é, do México, mas mereceram o preço que o Pingo Doce me pediu.
A preparação foi assim:
2 claras de ovo batidas em castelo (daqueles castelos a sério que não se deixam ir abaixo ao primeiro assalto)
1 lata de leite condensado que conseguiu assaltar o castelo à custa da batedeira eléctrica.
2 gemas de ovo para ajudar à festa
1 embalagem de massa quebrada devidamente estendida sobre uma forma de tarte
deita-se o preparado sobre a massa e juntam-se:
250 g de morangos
1 embalagem de amoras
1 pitada de canela em pó
Entretanto, já há mais de 15 minutos que o forno está a aquecer a 200°C
Bota-se a forma no forno e espera-se que corra tudo da melhor maneira. Passados 20 a 25 minutos, espeta-se um palito e, se a consistência for do nosso agrado, retira-se do forno e termina-se a decoração
Saiu assim, e não tem truques de Photoshop
23/01/11
Lombo de porco estufado
Um verdadeiro passo no escuro que resultou muito bem. Lombo de porco cá em casa... é mato! Ou seja, costumo fazer uma vez por semana porque rende para duas refeições (e estamos em crise, aliás, desde 1383-85 que nunca mais saímos da put... da crise!) Adiante, que este blog é para alegrias e não para tristezas! Como eu dizia, o lombo ou o lombinho (há diferenças de texturas e sabores...) é sempre tratado da mesma maneira, mas hoje deu-me nas ganas de lhe dar um tratamento preferencial: em vez de ir para o forno, optei por estufá-lo em tacho de barro. E não é que resultou?!?!
Cá vai disto, para aqueles que lêem e não comentam :)))
Cama feita com uma cebola grande cortada em rodelas finas
Apunhalei várias vezes o lombo para nos golpes lhe cravar lascas de dente de alho
Depois temperei com sal e pimentão picante, pelo que dispensei a pimenta-preta. Reguei com vinho branco e um cálice de moscatel de Setúbal. Juntei um raminho de alecrim especial (foi o «meu» tio Manuel que me ofereceu, directamente de um dos locais mais lindos do Minho!) Como o lombo era como eu («pele e osso»), achei por bem dar-lhe alguma gordura e, por isso, deitei um fio de azeite e duas boas colheres de sopa de banha de porco preto (daquela que o Vasco vende, sem rótulo). Como faltava um bocadinho de cor, juntei algumas tirinhas de pimento amarelo. Lume pouco esperto, que as espertezas são quase sempre saloias! E vai de esperar e de virar o lombo e de o banhar com mais bronzeador (findo o caldo em que se banhava, recorri a uma Heineken para não o deixar desidratar) e de voltar a revirar. Tendo perdido nestas operações quase hora e meia (e eu que não gosto de lentidões ?!?!)
Entretanto, havia que arranjar noiva para o lombo e por isso abri a porta do frigorífico, tirei de lá de dentro uns cogumelos, uns bróculos e um bacon em tirinhas que foram para um caçoilo de barro dançar o vira com um bom fio de azeite, uma pitada de sal e outra de pimenta-preta moída na altura.
Meus amigos e minhas amigas, eu não sei se era da fome ou da vontade de comer. mas a «experiência» desapareceu tão lesta dos pratos como nunca se viu. E no ar ficou a pairar um cheirinho a alecrim!!!
Cá vai disto, para aqueles que lêem e não comentam :)))
Cama feita com uma cebola grande cortada em rodelas finas
Apunhalei várias vezes o lombo para nos golpes lhe cravar lascas de dente de alho
Depois temperei com sal e pimentão picante, pelo que dispensei a pimenta-preta. Reguei com vinho branco e um cálice de moscatel de Setúbal. Juntei um raminho de alecrim especial (foi o «meu» tio Manuel que me ofereceu, directamente de um dos locais mais lindos do Minho!) Como o lombo era como eu («pele e osso»), achei por bem dar-lhe alguma gordura e, por isso, deitei um fio de azeite e duas boas colheres de sopa de banha de porco preto (daquela que o Vasco vende, sem rótulo). Como faltava um bocadinho de cor, juntei algumas tirinhas de pimento amarelo. Lume pouco esperto, que as espertezas são quase sempre saloias! E vai de esperar e de virar o lombo e de o banhar com mais bronzeador (findo o caldo em que se banhava, recorri a uma Heineken para não o deixar desidratar) e de voltar a revirar. Tendo perdido nestas operações quase hora e meia (e eu que não gosto de lentidões ?!?!)
Entretanto, havia que arranjar noiva para o lombo e por isso abri a porta do frigorífico, tirei de lá de dentro uns cogumelos, uns bróculos e um bacon em tirinhas que foram para um caçoilo de barro dançar o vira com um bom fio de azeite, uma pitada de sal e outra de pimenta-preta moída na altura.
Meus amigos e minhas amigas, eu não sei se era da fome ou da vontade de comer. mas a «experiência» desapareceu tão lesta dos pratos como nunca se viu. E no ar ficou a pairar um cheirinho a alecrim!!!
Carpaccio e Pastrami
O trabalho continua a ocupar-me, mas cá em casa temos que comer. Por isso, o almoço foi coisa rapidinha, fácil de preparar.
Carpaccio, pastrami de Nova Iorque, rúcula-selvagem, queijo Feta, alcaparras e tomate-cereja. Tudo temperado com umas gotas de limão, sal q.b. e pimenta-da-jamaica moída na altura. O carpaccio bom só consigo encontrá-lo no El Corte Inglés (arranja-se por aí um embalado que, apesar de ser mesmo italiano, já tem muitos quilómetros andados desde Parma até aqui e deixa muito a desejar...); o Pastrami também só o arranjo no mesmo local de perdição consumista. Também vendem pastrami de Chicago, mas tenho receio de que seja produzido por algum bando de gangsters :)))) Nada disso: não gosto do aspecto, faz-me lembrar mais fiambre (é redondo, muito diferente daquele que já vi nuns NO RESERVATIONS do Bourdain) e não tem aquela capa de pimenta bem picante. À parte, ainda preparei mais um pouco de rúcula temperada com sal e vinagre balsâmico de Modena.
Experimentem que não vão arrepender-se
Carpaccio, pastrami de Nova Iorque, rúcula-selvagem, queijo Feta, alcaparras e tomate-cereja. Tudo temperado com umas gotas de limão, sal q.b. e pimenta-da-jamaica moída na altura. O carpaccio bom só consigo encontrá-lo no El Corte Inglés (arranja-se por aí um embalado que, apesar de ser mesmo italiano, já tem muitos quilómetros andados desde Parma até aqui e deixa muito a desejar...); o Pastrami também só o arranjo no mesmo local de perdição consumista. Também vendem pastrami de Chicago, mas tenho receio de que seja produzido por algum bando de gangsters :)))) Nada disso: não gosto do aspecto, faz-me lembrar mais fiambre (é redondo, muito diferente daquele que já vi nuns NO RESERVATIONS do Bourdain) e não tem aquela capa de pimenta bem picante. À parte, ainda preparei mais um pouco de rúcula temperada com sal e vinagre balsâmico de Modena.
Experimentem que não vão arrepender-se
22/01/11
Arroz selvagem com lulas e lagosta
Do jantar do dia anterior sobraram algumas lulas guisadas.
As acima citadas lulas foram criação da minha mulher e, como diz o ditado, «entre lulas e mulher, não metas a colher!» Portanto, não conto como foram confeccionadas, apenas digo que não podiam ir para deitar fora, ou seja, estavam BOAS!
Apesar de boas, não chegavam para outra refeição para dois. Por isso, lembrei-me de as casar com outro «fruit de mer» (que por acaso está caro como a merd---!) Que se lixe a crise! Como o Pingo Doce diz que o aumento do IVA não passou por lá, deixei-me convencer e comprei meia lagosta e um saboroso pimento amarelo.
Eu conto o filme todo, com bilhete para duas pessoas: 1 cebola bem picadinha; 2 dentes de alho ainda mais picadinhos; 1 bom fio de azeite. Tudo a suar para dentro de um tacho anti-aderente. Um copo (20 cl) quase cheio de arroz selvagem. O mesmo copo cheio de um bom vinho branco; pitada de flor de sal e outra pitada de gindungo. Corta-se o pimento em tiras finas e junta-se a meio da cozedura do arroz, ou seja, 10 minutos depois de este estar no tacho. Aos 15 minutos é a vez de reforçar a animação com a lagosta (à qual tirei a casca e cortei em pedaços que dessem para sentir na boca). Quase no fim, juntei as lulas que cortei previamente em pedaços muito pequenos. Entretanto, com uma pinça de madeira, retirei as tiras de pimento e, como dizem os chefs da nossa praça, «reservei».
Depois seguiu-se a tarefa que me dá mais gozo: empratar e tentar que os olhos do comensal também comam. Assim, decorei com as tiras de pimento-amarelo e ainda recorri a uns tomate-cereja que ajudaram a compor o quadro.
Modéstia à parte, só posso dizer uma coisa: estava MUITO BOM!
As acima citadas lulas foram criação da minha mulher e, como diz o ditado, «entre lulas e mulher, não metas a colher!» Portanto, não conto como foram confeccionadas, apenas digo que não podiam ir para deitar fora, ou seja, estavam BOAS!
Apesar de boas, não chegavam para outra refeição para dois. Por isso, lembrei-me de as casar com outro «fruit de mer» (que por acaso está caro como a merd---!) Que se lixe a crise! Como o Pingo Doce diz que o aumento do IVA não passou por lá, deixei-me convencer e comprei meia lagosta e um saboroso pimento amarelo.
Eu conto o filme todo, com bilhete para duas pessoas: 1 cebola bem picadinha; 2 dentes de alho ainda mais picadinhos; 1 bom fio de azeite. Tudo a suar para dentro de um tacho anti-aderente. Um copo (20 cl) quase cheio de arroz selvagem. O mesmo copo cheio de um bom vinho branco; pitada de flor de sal e outra pitada de gindungo. Corta-se o pimento em tiras finas e junta-se a meio da cozedura do arroz, ou seja, 10 minutos depois de este estar no tacho. Aos 15 minutos é a vez de reforçar a animação com a lagosta (à qual tirei a casca e cortei em pedaços que dessem para sentir na boca). Quase no fim, juntei as lulas que cortei previamente em pedaços muito pequenos. Entretanto, com uma pinça de madeira, retirei as tiras de pimento e, como dizem os chefs da nossa praça, «reservei».
Depois seguiu-se a tarefa que me dá mais gozo: empratar e tentar que os olhos do comensal também comam. Assim, decorei com as tiras de pimento-amarelo e ainda recorri a uns tomate-cereja que ajudaram a compor o quadro.
Modéstia à parte, só posso dizer uma coisa: estava MUITO BOM!
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