Dia grande sempre que termina mais um trabalho! Por isso era preciso festejar condignamente a ocasião. Às 7 e 15 min. da tarde, sem munições no frigorífico, só me ocorreu o El Corte Inglés, que felizmente agora está aberto até às 20:00. Grande arsenal, apesar de domingo! Num raid relâmpago consegui comprar:
1 embalagem de bacalhau sem sal pronto a cozinhar
1 embalagem com 3 funchos (podiam vender individualmente porque o preço dói!!!)
1 embalagem de vieiras (eu queria das maiores e sem concha, mas variedade não faltava)
1 embalagem de camarão de Moçambique da Pescanova
1 garrafa de Paulo Laureano Tinto Clássico
500 g de mexilhão da Galiza
Foi pagar e voltar para casa a todo o gás.
O funcho maior, regado com azeite, para o forno a 180°C durante perto de 1 hora. Enquanto assa, convém ir virando a cada 15 minutos. Passado meia hora de funcho no forno, deitei um bom fio de azeite numa frigideira mais um punhado de gindungo, e com o lume abaixo de brando, foi começando a dar conta dos camarões. quando já estavam algo rosados, juntei-lhes as vieiras inteiras. Mexe e remexe para misturar sabores. Como as lascas de bacalhau tinham sido cortadas às três pancadas, resolvi retocá-las e dar-lhes um aspecto mais apresentável. Lá fora juntar-se às vieiras e aos camarões. Chegou a altura de tirar o funcho do forno e de o picar bem grosso. Toma para dentro da frigideira, que já se faz tarde. Tampa por cima da dita cuja frigideira para tudo suar as estopinhas e apurar sabores. Altura também para deitar uma boa pitada de flor de sal. Chegou finalmente a vez de juntar os mexilhões, picar cebolinho para reforçar aromas e levar à mesa. Experimentem que não se arrependem! Isto foi mais uma invenção (com algumas influências de um programa do Travel Channel que vi no Sábado e que me deixou água na boca)
21/03/11
11/03/11
Salmão, filetes de pescada e camarões
Mais uma dura luta no combate anti-carne. Ao almoço já tinham sido uns mais do que corriqueiros bifes grelhados – saborosos por acaso, mas algo duros para quem acabou de obturar um molar e ainda tem o teclado todo KO.
Quinta-feira, dia de natação, natação = piscina, piscina = água, água = peixe. Linda equação! Mas onde é que se arranja peixe às 19:15?
Vá lá, o salmão fresquinho saltou da banca daquele supermercado que passa a vida a inventar cantigas e até tem slogans que dizem: «no tempo das nossas AVOZES»!!!! Quanto aos filetes, procurei uns de linguado, mas tive que me contentar com uns de pescada.
E foi assim para as quatro alminhas que cá habitam na residencial e se sujeitam às minhas invenções de última hora.
2 postas de salmão com 250 g cada
4 filetes de pescada
1 cebola
cebolinho picado
1 limão
sal e pimenta-preta moída na altura
1 fio de azeite Gallo
batatinhas bem pequenas que diziam na embalagem ser para assar, mas que cozidas ficaram deliciosas
250 g de camarão
mão cheia de gindungo
coentros picados
1 dente de alho picado
bróculos
Comecei por grelhar as postas de salmão. Depois a minha mais que tudo retirou-lhes a pele e as espinhas. Enquanto isso, pré-aqueci o forno a 180°C.
Numa assadeira fiz uma cama de cebola sobre a qual deitei os filetes que reguei com o azeite e o sumo de um limão, mais uma pitada de sal e outra de pimenta preta. E zás, para dentro do forno que se faz tarde!
Entretanto, num tacho pus as batatinhas (devidamente golpeadas) a cozer.
Os camarões foram suar para um tachinho de barro bem azeitado e gindungado, acompanhados pelo dente de alho e mais os coentros e ainda uma pitada de sal (não posso abusar por causa da tensão).
Era dia de glória: o FCP acabava de vencer o CSKA de Moscovo por 1 a 0; o Braga também bateu os do Liverpool por 1 a 0 e aquele clube da ave de rapina decidiu acordar à última da hora e vencer os franciús por 2 a 1. Maravilha!
Como um Man deve estar sempre apresentável à mesa, ainda deu tempo para me escanhoar e tudo! Depois foi só juntar os bróculos às batatinhas que já estavam quase no ponto. Como estávamos numa de juntar, o salmão cortado em quatro partes juntou-se aos filetes e regressaram para o forno, desta vez na função grill.
Sem pele e sem espinhas, fácil de comer, bastante agradável de saborear e sempre com aquele gozo final do empratar, ficou deste jeito:
Quinta-feira, dia de natação, natação = piscina, piscina = água, água = peixe. Linda equação! Mas onde é que se arranja peixe às 19:15?
Vá lá, o salmão fresquinho saltou da banca daquele supermercado que passa a vida a inventar cantigas e até tem slogans que dizem: «no tempo das nossas AVOZES»!!!! Quanto aos filetes, procurei uns de linguado, mas tive que me contentar com uns de pescada.
E foi assim para as quatro alminhas que cá habitam na residencial e se sujeitam às minhas invenções de última hora.
2 postas de salmão com 250 g cada
4 filetes de pescada
1 cebola
cebolinho picado
1 limão
sal e pimenta-preta moída na altura
1 fio de azeite Gallo
batatinhas bem pequenas que diziam na embalagem ser para assar, mas que cozidas ficaram deliciosas
250 g de camarão
mão cheia de gindungo
coentros picados
1 dente de alho picado
bróculos
Comecei por grelhar as postas de salmão. Depois a minha mais que tudo retirou-lhes a pele e as espinhas. Enquanto isso, pré-aqueci o forno a 180°C.
Numa assadeira fiz uma cama de cebola sobre a qual deitei os filetes que reguei com o azeite e o sumo de um limão, mais uma pitada de sal e outra de pimenta preta. E zás, para dentro do forno que se faz tarde!
Entretanto, num tacho pus as batatinhas (devidamente golpeadas) a cozer.
Os camarões foram suar para um tachinho de barro bem azeitado e gindungado, acompanhados pelo dente de alho e mais os coentros e ainda uma pitada de sal (não posso abusar por causa da tensão).
Era dia de glória: o FCP acabava de vencer o CSKA de Moscovo por 1 a 0; o Braga também bateu os do Liverpool por 1 a 0 e aquele clube da ave de rapina decidiu acordar à última da hora e vencer os franciús por 2 a 1. Maravilha!
Como um Man deve estar sempre apresentável à mesa, ainda deu tempo para me escanhoar e tudo! Depois foi só juntar os bróculos às batatinhas que já estavam quase no ponto. Como estávamos numa de juntar, o salmão cortado em quatro partes juntou-se aos filetes e regressaram para o forno, desta vez na função grill.
Sem pele e sem espinhas, fácil de comer, bastante agradável de saborear e sempre com aquele gozo final do empratar, ficou deste jeito:
08/03/11
Lasagna
Pouco mais do que simples degustador, não me atrevo a apresentar a receita. Limito-me por isso a informar que apenas cuidei da carne e lhe dei o mesmo tratamento que costumo dar à do spaghetti bolognese. O resto foram mãos de fada de alguém que nem sequer pode tocar em farinha de trigo mas que, mesmo assim, levou à mesa algo de comer e chorar por mais.
Nada de massa congelada, mas tão só daquela que se encontra na secção do El Corte Inglés e ao lado da qual também temos umas bases para crepes da Bretanha verdadeiramente fabulosas.
Nada de massa congelada, mas tão só daquela que se encontra na secção do El Corte Inglés e ao lado da qual também temos umas bases para crepes da Bretanha verdadeiramente fabulosas.
26/02/11
Feijoca marítima
Hoje o jantar devia ter sido fondue, mas... pura e simplesmente não me apeteceu levar carne à mesa. À última da hora resolvi mudar de rumo e navegar por outras águas. Não fiquei arrependido pelo porto a que cheguei, muito pelo contrário. Como tem sido hábito nos últimos tempos, uma vez mais vali-me da improvisação e daquilo que tinha à mão para me deixar ir ao sabor de correntes que me levaram por mares nunca dantes navegados.
Sabendo de antemão que tinha provisões devidamente armazenadas para não passar fome, as minhas coordenadas para 2 pessoas foram estas:
1 lata de feijoca adquirida no supermercado SÁ (EXCELENTE, passo a publicidade)
350 g de miolo de camarão da Pescanova
500 g de mexilhão
4 fatias de bacon cortado em tiras
1/2 cebola bem picadinha
2 dentes de alho
sal q.b.
1 cenoura cortada em cubos
1 pimento vermelho
1 boa pitada de gindungo
1 fio de azeite Gallo
1 pitada de cominhos
1 raminho de funcho picado
Cebolinho picado
10 cl de vinho branco de boa qualidade
12 tomates-cereja
Depois de deixar suar bem no azeite a cebola, cenoura, alho, pimento e tomate, juntei o vinho branco e tapei o tacho. A seguir entraram os camarões e levaram com o gindungo para se fazerem homenzinhos. Quando já estavam praticamente cozidos, foi a vez de receberem a feijoca. Mexi e remexi para envolver sabores e os reforçar com os cominhos. Tacho de novo tapado para não se perder a sauna. Uma breve pausa, após a qual foi a vez de juntar mais aromas, desta feita o cebolinho e o funcho. Como nesta altura já se avista costa, ou seja, estamos quase a chegar a bom porto, há que apressar a navegação pois, caso contrário, encalhamos (quer isto dizer que é apenas questão de aquecer o feijão e não o deixar passar daí pois começa a desfazer-se uma vez que já está cozido). Para terminar, restou apenas juntar os mexilhões e apurar o tempero de sal.
Ficou assim e desapareceu todo do tacho
Sabendo de antemão que tinha provisões devidamente armazenadas para não passar fome, as minhas coordenadas para 2 pessoas foram estas:
1 lata de feijoca adquirida no supermercado SÁ (EXCELENTE, passo a publicidade)
350 g de miolo de camarão da Pescanova
500 g de mexilhão
4 fatias de bacon cortado em tiras
1/2 cebola bem picadinha
2 dentes de alho
sal q.b.
1 cenoura cortada em cubos
1 pimento vermelho
1 boa pitada de gindungo
1 fio de azeite Gallo
1 pitada de cominhos
1 raminho de funcho picado
Cebolinho picado
10 cl de vinho branco de boa qualidade
12 tomates-cereja
Depois de deixar suar bem no azeite a cebola, cenoura, alho, pimento e tomate, juntei o vinho branco e tapei o tacho. A seguir entraram os camarões e levaram com o gindungo para se fazerem homenzinhos. Quando já estavam praticamente cozidos, foi a vez de receberem a feijoca. Mexi e remexi para envolver sabores e os reforçar com os cominhos. Tacho de novo tapado para não se perder a sauna. Uma breve pausa, após a qual foi a vez de juntar mais aromas, desta feita o cebolinho e o funcho. Como nesta altura já se avista costa, ou seja, estamos quase a chegar a bom porto, há que apressar a navegação pois, caso contrário, encalhamos (quer isto dizer que é apenas questão de aquecer o feijão e não o deixar passar daí pois começa a desfazer-se uma vez que já está cozido). Para terminar, restou apenas juntar os mexilhões e apurar o tempero de sal.
Ficou assim e desapareceu todo do tacho
22/02/11
Bacalhau com broa
Nunca tinha feito e também não me lembro de ter comido. Não li nenhuma receita e limitei-me a improvisar. O resultado, não sei se se assemelha ao famoso bacalhau com broa, mas posso dizer que saiu bastante bem, modéstia à parte...
Dá um bocadito de trabalho, um pouco de mais para a minha paciência culinária, mas vale a pena. Ao contrário do habitual, prefiro guardar o segredo da receita e vou limitar-me a fornecer a lista de ingredientes que utilizei. Se quiserem experimentar, façam como eu: improvisem:
Ingredientes para 4 pessoas:
1/4 de broa de milho de boa qualidade
1 embalagem de espinafres picados congelados
1 embalagem de 300 g de camarão
2 postas de bacalhau de tamanho médio
2 dentes de alho
1 cebola
2 colheres de sopa de natas
sal e pimenta-preta moída na altura
1 ovo cozido
Uns bons fios de azeite Gallo
Segue-se o filme dos acontecimentos em imagens:
Dá um bocadito de trabalho, um pouco de mais para a minha paciência culinária, mas vale a pena. Ao contrário do habitual, prefiro guardar o segredo da receita e vou limitar-me a fornecer a lista de ingredientes que utilizei. Se quiserem experimentar, façam como eu: improvisem:
Ingredientes para 4 pessoas:
1/4 de broa de milho de boa qualidade
1 embalagem de espinafres picados congelados
1 embalagem de 300 g de camarão
2 postas de bacalhau de tamanho médio
2 dentes de alho
1 cebola
2 colheres de sopa de natas
sal e pimenta-preta moída na altura
1 ovo cozido
Uns bons fios de azeite Gallo
Segue-se o filme dos acontecimentos em imagens:
Foi este o resultado final depois da ida ao forno (com os últimos 10 minutos na função grill)
13/02/11
O mar à mesa
Ouriços-do-mar: tal como as ostras, têm que ser saboreados «nature», como dizem os Franceses. Isso mesmo, ao natural, sem qualquer preparo. É abrir, levar à mesa e comer. Como diz o meu amigo Bicas, «até se sentem as ondas do mar» na boca.
São bastante fáceis de abrir com uma tesoura de cozinha. Basta ver este vídeo
Além dos ouriços-do-mar,
levei à mesa umas vieiras salteadas em manteiga, cebolinho e funcho.
Como complemento, nada melhor do que uns camarões-tigre e umas ovas variadas sobre tosta, reforçadas com um suave mozzarela e umas pitadinhas de cebolinho e funcho.
Se quiserem copiar, só desejo que vos saiba tão bem quanto me soube a mim
São bastante fáceis de abrir com uma tesoura de cozinha. Basta ver este vídeo
Além dos ouriços-do-mar,
levei à mesa umas vieiras salteadas em manteiga, cebolinho e funcho.
Como complemento, nada melhor do que uns camarões-tigre e umas ovas variadas sobre tosta, reforçadas com um suave mozzarela e umas pitadinhas de cebolinho e funcho.
Se quiserem copiar, só desejo que vos saiba tão bem quanto me soube a mim
06/02/11
Vol-au-vent de salmão
Ando farto de carne e há alguns dias que só pensava em salmão. Mas tinha que ser de uma maneira diferente, e foi isto que me saiu, com a aprovação das minhas provadoras cá da pensão.
Massa folhada (antigamente havia uma marca, não me recordo do nome, que fazia umas embalagens com um bloco de massa folhada que mais parecia um tijolo, mas que servia na perfeição para fazer uma caixa para este estilo de preparo). Perante duas placas sem jeito de massa folhada, a minha sócia deu o seu melhor e conseguiu com o rolo da massa – acho que tinha mais vontade de me dar com ele do que o usar para estender a massa :)))) – fazer a tal base que eu pretendia.
Então, fiz assim:
Cozi 2 alhos franceses cortados em rodelas finas durante 10 minutos em água com uma pitada de sal e uma noz de manteiga.
Numa frigideira, deitei um fio de óleo Becel e dourei 3 lombos de salmão e 4 cogumelos Brauner. Temperados com flor de sal e pimenta-preta moída na altura.
Usei uma embalagem de 1/2 litro de molho Béchamel Light da Parmalat, à qual juntei 2 ovos inteiros (sem casca, como é evidente!)
A massa folhada foi devidamente golpeada para formar uma caixa com tampa e metida no forno a 200°C. Entretanto, desfiz os lombos de salmão a golpes de faca e garfo. Quando a massa folhada adquiriu a forma de caixa pretendida, tirei-a do forno, retirei a «tampa» e fiz uma cama com o alho-francês e os cogumelos. Por cima, deitei o salmão e cobri tudo com o molho béchamel. Para terminar, tapei com a tampa (que raio de pleonasmo!!!). Voltou a ir tudo para o forno mais cerca de 10 minutos... et voilá!
Para primeira experiência, não saiu nada mal. A foto teve que ser assim, porque não me deram tempo para empratar porque já estava tudo a desfalecer com fome.
Massa folhada (antigamente havia uma marca, não me recordo do nome, que fazia umas embalagens com um bloco de massa folhada que mais parecia um tijolo, mas que servia na perfeição para fazer uma caixa para este estilo de preparo). Perante duas placas sem jeito de massa folhada, a minha sócia deu o seu melhor e conseguiu com o rolo da massa – acho que tinha mais vontade de me dar com ele do que o usar para estender a massa :)))) – fazer a tal base que eu pretendia.
Então, fiz assim:
Cozi 2 alhos franceses cortados em rodelas finas durante 10 minutos em água com uma pitada de sal e uma noz de manteiga.
Numa frigideira, deitei um fio de óleo Becel e dourei 3 lombos de salmão e 4 cogumelos Brauner. Temperados com flor de sal e pimenta-preta moída na altura.
Usei uma embalagem de 1/2 litro de molho Béchamel Light da Parmalat, à qual juntei 2 ovos inteiros (sem casca, como é evidente!)
A massa folhada foi devidamente golpeada para formar uma caixa com tampa e metida no forno a 200°C. Entretanto, desfiz os lombos de salmão a golpes de faca e garfo. Quando a massa folhada adquiriu a forma de caixa pretendida, tirei-a do forno, retirei a «tampa» e fiz uma cama com o alho-francês e os cogumelos. Por cima, deitei o salmão e cobri tudo com o molho béchamel. Para terminar, tapei com a tampa (que raio de pleonasmo!!!). Voltou a ir tudo para o forno mais cerca de 10 minutos... et voilá!
Para primeira experiência, não saiu nada mal. A foto teve que ser assim, porque não me deram tempo para empratar porque já estava tudo a desfalecer com fome.
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