06/03/12

O Japão em casa

Melhor, é impossível!!!
Sushi, sashimi, nigiri and so on!
Limitei-me a cozer os camarões como mandam as regras e a cortar manga e pêra-abacate conforme me pediram. 
O resto foi pura magia da Beniko Tanaka e do Donatello Brida. Depois deste jantar – que no Japão corresponde à festa das meninas (até aos 13 ou 14 anos, e não tenham maus pensamentos...) – até o Aya nunca mais voltará a ser o mesmo. 
Como não fui eu que confeccionei os 1001 preparados que foram para a mesa, não posso contar como tudo se passou. 
Por isso, limito-me a apresentar a reportagem fotográfica.
Acho que nem o ilustre Wenceslau de Moraes poderia imaginar uma fusão nipónico-luso-italiana tão magnífica como aquela que se concretou num jantar de sábado. Ficam apenas imagens para despertar as papilas gustativas dos incondicionais da cozinha do País do Sol Nascente.
   
À esquerda: camarões preparados para cozer.
À direita: camarões já cozidos. 




Como diz o Anthony Bourdain, uma faca bem afiada e um arroz no ponto, fazem um sushi. Da faca tratou o Vasco, do arroz cuidou a Beniko.


A preparar o atum.
E a tratar da dourada 








Os indispensáveis rolinhos Califórnia
 A criatividade da Beniko e do Donatello começou a ganhar forma

E os preparados nunca mais acabavam, conforme
se pode ver pelas imagens







A mesa ficou assim, mas ainda havia mais ágapes
no carrinho de apoio!!!

Verdadeiramente indiscritível! 
Todo o sabor do Japão à mesa.



Bisque de lagosta

Seja por falta de tempo ou de inspiração, ou simplesmente porque nada de novo há a acrescentar a este blog, por vezes passam-se semanas em que nem sequer o visito.
Hoje resolvi postar um conjunto de imagens de um bisque de lagosta que fiz a semana passada e que não me saiu nada mal. 

Quanto à lista de ingredientes:
1/2 lagosta
1 embalagem de cubos de tamboril da Pescanova
4 vieiras grandes cortadas em lâminas
Um bom fio de azeite
1 cebola (usei doce porque ando viciado neste tipo de cebola) bem picadinha
2 talos de aipo (finos e bem picados)
1 cenoura
2 colheres (de sopa) de polpa de tomate
1 dente de alho bem picado
1 copo de vinho branco (quanto melhor for a qualidade, melhor é resultado)
Água q/b
Sal e pimenta-preta moída na altura

Da próxima vez com certeza que ainda vai ficar melhor porque, entretanto, fiz um caldo de marisco e peixe (que já está no congelador) que esteve quase 2 horas em lume mais do que brando. Usei água de cozer camarões, cabeças e cascas dos ditos camarões mais peles, espinhas e «desaproveitamentos» de salmão; juntei uma folha de louro e pimenta-preta. Depois usei a chamada varinha-mágica, coei e o resultado ficou com tal aroma que apetecia comer logo ali; mas resisti e estou à espera da melhor oportunidade para recorrer ao caldinho.

Com isto perdi o fio à meada, ou seja, desviei-me do bisque. Num tacho deitei o azeite, a cebola, o aipo, a cenoura, a polpa de tomate, o alho, o vinho branco e igual quantidade de água. Deixei cozinhar durante vinte minutos. Usei a varinha mágica e juntei mais um pouco de água. Com o preparado relativamente espesso, juntei os pedaços de lagosta e os cubos de tamboril. Deixei reduzir um pouco e aproveitei para temperar com sal e pimenta. Seguiram-se as lâminas de vieira que deixei cozinhar por mais 5 minutos, findos os quais era chegada a hora de ir para a mesa.

20/02/12

Coxas de pato com molho de natas e cogumelos

Antes de mais um aviso: cá em casa, pato é sinónimo de Arroz de Pato, confeccionado com aquele pato especial que vem lá das bandas da Lourinhã e que é mais do que 100% biológico. No entanto, decidi quebrar as regras da casa (ainda por cima não sou eu que confecciono o melhor arroz de pato do Mundo e arredores) e adquiri duas embalagens de coxas de pato naquele supermercado que mudou a sede para a Holanda a fim de proteger os interesses dos accionistas... Aliás, a título de curiosidade, esta ideia nada teve de original, pois já os Rolling Stones fizeram a mesma coisa nos idos de 70!
Bom, mas voltemos às coxas dos patos (tinham que ser dois porque, ao que sei, os patos continuam a ter apenas duas patas): esta aventura foi mais daquelas que vai contra os meus princípios porque levou mais (muito mais) de meia hora a preparar.
Tacho anti-aderente com bom fio de azeite e vamos de dourar as coxas... mas é dourar mesmo até ficarem quase tostadinhas!
Segue-se um daqueles termos culinários que cai sempre bem: retiram-se as coxas de pato e RESERVAM-SE (reservadas já elas estavam para mim e para as minhas filhinhas!). Ao azeite, que entretanto ficou impregnado com a gordura das coxas dos patos, adicionei um bom pedaço de manteiga e deixei derreter. Piquei uma cebola-doce, cortei bacon em tirinhas finas e mais uns quantos cogumelos e deitei tudo no tacho, que tapei para deixar suar bem. A seguir juntei 4 colheres de sopa de polpa de tomate e deixei reduzir (outra expressão culinária que soa sempre tão bem). Chegou então a vez de recuperar as coxas que estavam de reserva e voltar a colocá-las no tacho. Juntei um copo de vinho branco seco, temperei de sal e duas generosas colheradas de mostarda de Dijon. Depois foi esperar cerca de 40 intermináveis minutos ao longo dos quais fui picando as coxas com um garfo para me certificar da macieza que iam atingindo e juntar um pouco de água para não deixar que se agarrassem ao tacho. Quando achei que estavam no ponto, juntei salsa picada e uma embalagem de natas espessas. Deixei espessar e, passados 10 minutos chamei o pessoal para a mesa.
Tenham bom proveito!




Bacalhau no forno com camarão

Este bacalhau no forno já não é novidade. No entanto, além de ter ficado no ponto, serviu também para postar uma fotografia daquelas que abrem o apetite antes ainda de o preparado estar preparado...

30/01/12

Aproveitar restos: pregado com cebola-doce

Uma vez por outra isto acontece cá em casa, e por isso não fui eu quem preparou o magnífico jantar de sábado (ainda por cima, os palpites que dei foram mal dados... cala-te boca!). Resumando e concludando: foi para a mesa um inesquecível pregado frito de comer e chorar por mais, acompanhado por uns grelhos banhados em azeite e alho bem picadinho.
Porém, como por aqui a barriga ainda vai prevalecendo sobre os olhos, acabaram por sobrar duas postas... que seria heresia desperdiçar. 
Assim, no domingo ao fim da tarde, e sempre remoendo no destino que havia de dar às ditas duas postas, entrei num daqueles supermercados cuja administração se mudou para os Países Baixos e fui procurando inspiração que me ajudasse a resgatá-las. Dito e feito: uns camarões, uma embalagem de mexilhões mais outra de vieiras, um abacaxi e um saco de cebola-doce.
Nem pensem que a esta hora da noite vou fornecer os ingredientes da operação de salvamento. Limito-me a relatar a sequência dos acontecimentos
Uma sertã ao lume e lá para dentro uma fatia de abacaxi cortado em quadradinhos. Depois de estarem os quadradinhos de abacaxi bem tostadinhos, juntei-lhes um bom fio de azeite e a seguir duas cebolas-doces picadinhas, mais dois dentes de alho, igualmente picadinhos, e igual dose de gengibre. Seguiram-se umas quantas tiras de pimento-amarelo e um copinho de vinho branco seco para criar ambiente. Depois juntei tomate-cereja e jindungo... e deixei apurar. Seguiram-se os camarões, os mexilhões, o PREGADO, as vieiras cortadas em lâminas finas e uma boa mão-cheia de coentros, logo seguida por flor-de-sal q/b.
Foi só deixar apurar sabores e aromas e levar à mesa. 
Assim consegui «salvar» as duas postas de pregado.

17/01/12

Camarões com abacaxi e leite de coco

A imaginação deve andar tolhida pela crise e por outras chatices com que a vida nos presenteia ao virar da esquina. Mas, a verdade, é que o estômago não se contenta com tais desculpas e exige ser alimentado quotidianamente, pelo menos duas vezes ao dia.
À segunda-feira, como é sabido, não há mercado e os talhos que estão abertos não têm carne fresca porque os matadouros também estiveram de week-end. Assim, nada melhor do que recorrer aos congelados.
O abacaxi é fresco – foi comprado num supermercado altamente que agora até passou a ter sede nos Países Baixos... –, assim como o gengibre, comprado ao paquistanês da esquina que tem a mercearia, tabacaria e liquor house aberta até à meia-noite. Dá sempre jeito!
Vamos ao que interessa, ou melhor, àquilo que já não me apetece escrever porque já comi e fiquei satisfeito com o resultado.
A minha ideia de base foi caramelizar cebola, pedaços de ananás, duas lascas de gengibre e dois dentes de alho. Depois de escurecidos, juntei-lhes os camarões e boa pitada de gindungo. Tapei o tacho e deixei tudo em sauna. Para não desidratarem, acabei por juntar meia lata de leite de coco e uma colher de chá de caril (do verdadeiro, daquele feito por quem sabe e que não conta o segredo a ninguém – pela minha parte, tudo bem, desde que me vá oferecendo umas doses de vez em quando).
Entretanto, tratei do arroz selvagem que demora sempre mais tempo a cozinhar do que o outro. Quando estava quase no ponto, banhei-o com 3 colheres de sopa de leite de coco
Quando o camarão estava pronto a saltar para a mesa ainda lhe juntei uma pitada de coentros picadinhos e meio cálice de Cutty Sark, deixando apurar sabores e aromas mais 2 ou 3 minutos.
Feito o ninho de arroz selvagem, ficou com este aspecto

28/12/11

Bacalhau com Broa e camarões

Seis fatias de broa, cortadas finas e metidas na torradeira durante 5 minutos. Depois trituradas no 1-2-3.
Uma boa posta de bacalhau assado no forno que sobrou porque já não havia barriga para mais.
Além da crise, da troika e do raio que os parta a todos, nunca fica mal a ninguém aproveitar o que restou de uma boa refeição! Sobretudo porque, ou é ideia minha, ou pura realidade, os aromas ganham alma passadas 24 horas...
Imaginação e um bom fio de azeite, um dente de alho gordo e bem picado. Pitada de sal e pimenta-preta. Coentros. Embalagem de camarões. Mexe e remexe para combinar sabores. E vai para a mesa que já se faz tarde.