05/08/12

Cheesecake

Quem não tem cão, caça com gato. Ou seja, se temos à mão tudo aquilo de que necessitamos para fazer um verdadeiro cheesecake (sem ser daqueles de pacote quase instantâneos) e nos faltam os frutos do bosque, não é por isso que devemos desistir.
Eu, pelo menos, não desisti e, a conselho da sócia, optei por um coulis de maçã. Não sei o que dá mais trabalho, se a massa areada da base, feita com a velhinha e sempre útil Bolacha Maria, se o coulis que exige uns bons 45 minutos ao fogão.
Mas valeu a pena e o pessoal cá da pensão aprovou.
O que eu usei (agora isto vai mesmo parecer de entendido nas artes da culinária/pastelaria):
Para a base
Pacote e meio de bolacha Maria devidamente torturada na picadora
• 250 g de manteiga
Para o recheio
2 pacotes de natas (200 ml x 2)
1 Embalagem de queijo Philadelphia
4 folhas de gelatina
4 colheres de sopa de açúcar
Para a cobertura
2 maçãs grandes (aconselho a usarem 3, para não ficarem zonas em branco)
2 colheres sopa de açúcar
2 colheres de sopa de mel
sumo de meio limão
pitada de canela
Água (até cobrir as maçãs depois de descascadas e cortadas em pedaços pequenos)
MUITA PACIÊNCIA

Há que cozer as maçãs quase até ficarem em puré, depois retiram-se do lume e esmagam-se, misturam-se com o açúcar, o mel, a pitada de canela e o sumo de limão. Voltam a lume brando e mexe-se até obter um coulis com a textura do nosso agrado (pode ser necessário acrescentar um pouco de água).

No entrementes, a base e o recheio já estão acamaradados, de maneira que é só cobri-los com o coulis (depois de o deixar arrefecer devidamente) e levar ao frigorífico pelo menos durante 2 horas.

Ficou assim, mas garanto que para a próxima vai ficar com melhor aspecto. Além disso, a fotografia não presta a devida homenagem porque a objectiva da Nikon resolveu não colaborar.

27/07/12

Camarão em cama de massa folhada

Foi um destes dias para a mesa: pasta de camarão, ovas de peixe-voador e queijo Filadélfia sobre cama de massa folhada. A rúcula casou bem com o preparado.


27/06/12

Lumaconi

Apesar do nome estranho (Lumacone em italiano é... lesma!) eu trato estas massas por conchas ou por cascas de caracol. 
Olhei para elas no supermercado, elas retribuíram-me o olhar e foi paixão à primeira vista! 
Prestavam-se às mil maravilhas para aquilo que pretendia: massa recheada com tamboril, camarão e ananás. 
A imagem foi captada momentos antes de regar as lumaconi com o molho em que cozinhei os camarões, o tamboril e o ananás num banho de azeite, tomate, alho, cebola, gengibre e cebolinho. Como estamos a ser atingidos por uma vaga de calor, o tempo que demorei a rechear cada pedaço de massa deu para arrefecerem e irem mornas/frias para a mesa – exactamente o efeito que se pretendia.

24/06/12

Polvo de coentrada

Sábado, levantar cedo para ir à aula de guitarra, vir para casa e pensar no almoço. Não me apetecia carne. Um salto ao supermercado e descubro dois polvos pequenos a olharem para mim lá no fundo da arca congeladora. Nem mais!
A aventura começou: panela de pressão ao lume apenas com um fundo de água e uma cebola. Mal a água começa a ferver, mergulho os polvos, um de cada vez, cumprindo sempre o ritual de os «assustar» por três vezes antes de os deixar em repouso. Cubro com vinho tinto de boa qualidade (passo a publicidade: uma reserva de Herdade Porto da Bouga) e fecho a panela.
Entretanto, deito um generoso fio de azeite numa sertã, junto três dentes de alho bem picados e mais uma cebola igualmente picadinha. Em lume muito brando, mal deixo dourar a cebola e junto miolo de camarão e uma boa mão-cheia de coentros frescos, picados. Junto meio copo de vinho branco.
Para acompanhamento optei por bróculos e pão tostado frito em azeite.
Ao fim de meia hora, apaguei o lume aos polvos, deixei que a panela fosse perdendo a pressão e retirei os polvos... impossível estarem mais tenros! Quase se cortavam com uma colher – apesar de ser cada vez mais raro, fico piurso quando o polvo fica estilo pastilha elástica!
Cortei os polvinhos em pedaços e lá foram juntar-se aos camarões. Depois foi só apurar sabores e temperos e toca de levar à mesa sobre as fatias de pão frito.
O comentário da Joana ao final do almoço encheu-me o ego: «Estava bom!»
Para o jantar, mas não confeccionada por mim, foi à mesa uma deliciosa sopa de beldroegas.

 

14/06/12

Sopa de peixe

Cherne, camarões, vieiras e mexilhões casados com chalotas, alho, tomate, pimento-verde e vinho branco seco, perfumados com açafrão gengibre e um caldo de peixe preparado por mim aquando daquele sushi inesquecível do qual já aqui deixei testemunho.

Valeu a aventura.

12/05/12

Será que a comida se estraga na Nikon D40?

Um gajo está uns dias sem vir aqui postar qualquer coisa e viram-lhe o Blog do avesso. 
O raio que os parta!, que são piores do que os tipos da ZON, que mudam os canais sem dizerem água vai a ninguém. Estilo: paga e não bufes!
Após o desabafo que se impunha, seguem-se as tradicionais fotografias de preparos que foram à mesa cá em casa nos últimos tempos, algumas das quais já tardavam demasiado tempo na Nikon, pelo que tenho algum receio pelo facto de as lambiscarias poderem ter ultrapassado o prazo de validade. :)))
Hoje não me apetece entrar em pormenores, nem tão pouco desfiar um rol de condimentos. Fiquem apenas sabendo que a carne de porco à Alentejana foi preparada a partir de um lombinho (leram bem: LOMBINHO) que cortei em cubos e deixei a marinar em vinho branco, louro, alho, sal, pimenta preta e colorau durante 24 horas). Acho que, no fundo, reside aqui o segredo de uma carne de porco que se pretende macia (para coisas duras de roer já nos basta o governo troykista do Steps Rabbit, Herbs & Paul Doors) e plena de sabores, que case bem com umas ameijoas, uns pickles (desculpem a falta de patriotismo, mas os nacionais sabem todos a... vinagre e, por isso, opto sempre pelos germânicos da Hengstenberg) e umas batatinhas fritas em cubos.
Dias depois, foi a vez de tratar de um tamboril que já tardava tempo de mais para o meu gosto no frigorífico. Eu nem sequer toquei na colher de pau (mentira: como se eu fosse capaz de não mexer naquilo que me vai entrar pela goela abaixo), mas verdade seja dita que apenas ditei normas e o resultado não podia ter sido melhor (na fotografia faltam apenas as ameijoas que se amancebaram com o tamboril mas, da espécie Zebra, revelaram-se pouco ou nada nada a fotogenias (o certo é que marcaram presença e emprestaram o seu sabor – e isso é o que importa!)

Para terminar, que a conversa já vai longa, aqui ficam os mexilhões com molho de natas, cogumelos, alho francês e chalotas que serviram de entrada para o jantar de hoje, bem regado com um  branco Paulo Laureano.


10/04/12

Cabrito assado no forno

Domingo de Páscoa, reza a tradição, o jantar cá em casa costuma ser cabrito assado no forno. Este ano, e apesar da maldita crise, felizmente o cabrito voltou a marcar presença à mesa.

Direi apenas que para cinco pessoas foi necessário meio cabrito com pouco mais de 3,5 kg. 

Quanto à receita, não tem segredo. Há apenas que temperar o cabrito com algumas horas de antecedência, regular o forno para 220°C, passada meia hora utilizar a função grill e ir virando e revirando os pedaços de cabrito. Com uma hora de forno juntam-se as batatinhas. 
A imagem corresponde a uma fase final da confecção, durante a qual ainda havia certos pedaços de carne que não estavam tostados.