Tenho na minha Nikon algumas fotografias de refeições servidas nos últimos tempos aqui na Pensão Estrelinha, mas hoje – peço desculpa – não estou inspirado para escrever. Deixo aqui esta excelente curta metragem de animação de Madeline Sharafian porque uma boa omelete não é obra fácil. Divirtam-se.
10/05/13
27/04/13
Alcorrazes e arroz de tomate
Da pescaria da Fonte da Telha ainda sobraram uns fantásticos alcorrazes de dois tamanhos: uns prestaram-se às maravilhas para grelhar no carvão e outros, por serem mais pequenos, só podiam mesmo ser fritos.
Ao contrário do que é costume, apresento aqui duas fotos que não saíram da minha Nikon D40 mas, devido a problemas graves com a canalização do lava-loiças cá de casa, não tive tempo para captar imagens.
Como não tirei as fotos, não me posso queixar, antes pelo contrário, só posso agradecer aos autores das mesmas pelo facto de me permitirem ilustrar este post.
Assim, esta serve para mostrar os ditos alcorrazes ao natural e «pesquei-a» no blog 5esq.
Antes de mais, refiro que estes peixitos são da família do sargo e, feitas as apresentações, só se pode esperar um sabor indiscritível, majestoso.
Por certo não serão peixes a degustar em qualquer restaurante estrelado pelo Guia Michelin, mas quantos sabores rústicos, naturais e verdadeiros passam à margem de tais unidades de restauração...
Adiante. Da fritura dos alcorrazes mais pequenos encarregou-se a sócia da Pensão Estrelinha e o preparo dificilmente poderia ter saído melhor.
Dito isto, coube cá o je, moi, myself encarregar-se do arroz de tomate enquanto ao mesmo tempo tentava desentupir o raio do cano do lava-loiças!
Antes de mais: arroz de tomate! Nem vê-lo!!! Mas a sócia gosta e merece.
Sem mais delongas – eu fiz assim:
Tacho pequeno com generoso fio de azeite, 1 dente grande alho bem picado, meia cebola bem picadinha. Lume brando e deixei que ganhassem cor. Juntei 1 copo de vinho branco e esperei que casassem bem. A seguir, meia lata de polpa de tomate (italiana). Um copo de arroz agulha Cigala. Envolvi bem o arroz no refogado e deixei estar em lume muito brando por 2 ou 3 minutos. Juntei 3 copos de água, sal e pimenta-preta moída na altura. Quase no fim da cozedura, rectifiquei temperos e juntei salsa.
Moral da história: os alcorrazes estavam divinos! E o arroz de tomate... foi o melhor que fiz até hoje, porque foi o primeiro que saiu da minha lavra! Comi e repeti. A idade tem destas coisas.
25/04/13
Pregado e Robalo
Custou, mas foi! Depois de algumas tentativas frustradas para arranjar peixe fresco na Fonte da Telha, hoje, finalmente, a sócia conseguiu reunir alguns belíssimos peixinhos. E é tão fácil cozinhar matéria-prima de primeira qualidade.
Antes de mais, os peixinhos foram devidamente salgados e com mainada!
Bastou uma sertã untada com fio de azeite, dois dentes de alho esmagados e cebola picada. Tapada a sertã com uma tampa, virado e revirado o robalo ao tempo que considerei correcto, foi a vez de lhe juntar o pregado, mais pequeno e também mais delicado. Fui-me ao vazinho do cebolinho e cortei-lhe alguns raminhos que recortei à tesoura e deitei sobre os peixinhos.
Acompanhados por salada de alface e salada algarvia (pimento grelhado, tomate, pepino e óregãos), foram dois peixinhos majestosos a uma mesa feita de simplicidade.
Impossível deixar aqui a receita porque ainda hoje os pescadores retiraram do mar uma faina tão míngua que lhes não valeu as duas horas de riscos nem de esforço pelo mar adentro.
O que levámos à mesa cá na Pensão Estrelinha é um mero agradecimento por aquilo com que nos presentearam.
BEM HAJAM
21/04/13
Choco
Eu começo a ficar para trás, pois nos últimos tempos os preparados aqui apresentados não são de minha concepção, mas sim da sócia da Pensão Estrelinha.
Não obstante, este tratamento do choco guisado foi de minha invenção e resultou bastante bem.
A sócia confeccionou com toda a dedicação um choco guisado que, acompanhado por arroz branco, nos regalou, mas ainda sobrou.
Como os tempos são de crise, não podemos desperdiçar sobras e, portanto, calhou-me em sorte a mim dar aproveitamento aos «restos» do choco.
Eu fiz assim: demolhei uns quantos cogumelos chineses e umas algas durante 20 minutos. Espremi-os bem e depois cozinhei-os no molho do choco sem com mais nada.
Nos entrementes, pus água ao lume temperada com sal e esperei que fervesse. Quando borbulhava, deitei duas porções de maça Udon e deixei cozinhar por 3 minutos.
Cortado o choco em pedacinhos, foi só juntá-lo aos cogumelos e algas já cozinhados e esperar o desedo envolvimento de sabores. Acrescentei apenas meio copo de vinho Shaoxing.
Uma travessa para acamar a massa Udon, o choco por cima e está pronto a ir para a mesa.
Favas
As favas são um must cá na Pensão Estrelinha. Acompanhadas por umas tirinhas de entrecosto, um pedaço de chouriço de carne de Seia, outro pedaço de alheira de porco-preto e meia morcela, lá voltaram à mesa, acompanhadas por um muito bom Figueirinha tinto.
Tarte de Limão II
Fica apenas uma fotografia para atestar o grau de perfeccionismo conseguido à segunda confecção da Tarte de Limão segundo a receita do mestre Heston Blumenthal. Como já referi, não fui eu quem preparou esta delícia e a receita só será publicada se houver pedidos
13/04/13
Tarte de Limão
Cada macaco no seu galho, e o meu não é, com certeza, o da pastelaria. Por isso mesmo, fico pasmado com as criações do Adriano Zumbo, embora, no fundo, ache algumas demasiado show-off para o meu gosto. Muitos, mas mesmo muitos, pontos acima – cá para o je, moi, myself – está o Heston Blumenthal, um verdadeiro Houdini na cozinha.
Mas vamos ao que interessa: a Filipa é que tem a culpa, porque me ofereceu um dos melhores livros do Blumenthal;
e a Joana é cúmplice porque folheou o livro e apontou a receita deste génio! Eu assobiei para o lado e a sócia chegou-se à frente: «Eu faço», disse com todo o carinho maternal que se pode imaginar...
Great! já estou livre desta sessão de puro masoquismo culinário.
Great! já estou livre desta sessão de puro masoquismo culinário.
Eu não sei se vos diga, se vos conte! A verdade é que a sócia se esmerou. A bem da verdade, saltou dois ou três passos da receita do Blumenthal – indispensáveis para uma apresentação em qualquer restaurante com uma estrela Michelin, mas perfeitamente dispensáveis no conforto do lar –, e mesmo assim o resultado foi absolutamente sensacional.
Esta tarte de limão é mesmo daquelas de comer e chorar por mais! É deliciosamente ácida, com aquela acidez do limão em bruto! E, ao mesmo tempo, doce, de uma doçura indiscritível.
Como a receita não é minha, nem sequer fui eu quem a confeccionou, só a publico se quem lê este blog pedir muito.
Enquanto isso, deliciem-se com as imagens
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