13/11/13

Mousse de lima

Antes que as fotos que estão na Nikon se estraguem deixo aqui apenas algumas imagens e ideias daquilo que tem ido à mesa cá na Pensão Estrelinha nos últimos tempos.
Esta mousse de lima foi bem aceite, mas o que eu gostava mesmo era de conseguir encontrar ユズ (yuzo), um citrino japonês que, segundo dizem, é uma mistura de toranja com tangerina. Saboreei uma mousse de yuzo no Ichiban e digo-vos que é de comer e chorar por mais.



27/10/13

Pão-de-ló

Como já disse neste blog por várias e variadas vezes, a doçaria não é a minha especialidade. O seguir receitas à risca não vai muito com o meu feitio e, por isso, costumo deixar que a tarefa corra a cargo da sócia da Pensão Estrelinha. 
A culpa foi de novo daquele maldito canal 24 kitchen da Zon e desta vez de uma menina bué da pirosa, armada em rockabilly de trazer por casa mas que, volta e meia, até apresenta uns preparados dignos de registo.
Foi este o caso e aqui ficam as fotografias do resultado. Apenas um conselho para quem tomou nota da receita da serigaita: pelo menos mais 5 a 10 minutos de forno a 180-200°C.

Como saiu do forno
Depois de desenformado
O resultado final numa mesa
para cinco pessoas


 
 

20/10/13

Feira do Relógio

Recomendo a todos os Lisboetas, sobretudo àqueles que apreciam produtos genuínos, uma visita à Feira do Relógio. Não vão à procura de produtos «biológicos, ecológicos, sustentáveis, nem etcetera e tal!», tantas vezes com um aspecto deplorável e maningue caros, mas tão simplesmente daqueles produtos que saem da terra há centenas de anos, com um aroma e um sabor inconfundíveis. É lá que tenho encontrado cebola-tenra, rúcula, rabanetes, cebolas (2.50 euros uma saca de 3 kg), alhos, alfaces de toda a espécie e variedade, feijão-encarnado, hortelã e muitas outras coisas por preços quase irrisórios. AVISO: as cebolas fazem mesmo chorar quando as picamos!
Os stands :))))) da Feira do relógio que interessa visitar ficam a meio da dita cuja, ou seja, antes de chegar a eles é preciso atravessar uma longa linha de bancas de comerciantes que vendem de tudo, desde legges, legges, legges, até malas Doce & Abana!
Na última visita que fiz à Feira do Relógio, entre outras coisas saíram-me na rifa dois ananases por 3,50 €. Isso mesmo! Não eram abacaxis, mas ananases verdadeiros. Foi este o tratamento que dei a um deles:
 

Requentados

O trabalho tem-me ocupado bastante os últimos tempos, algo de que nem eu nem ninguém se pode queixar face à actual conjuntura.
No entanto, os hóspedes cá da Pensão Estrelinha continuam a ter que ser alimentados – umas vez com mais imaginação, outras nem por isso. Daí o título deste post, «requentados», pois as imagens já há algum tempo que deviam ter sido publicadas.
Como mais vale tarde do que nunca, aqui estão. 
Tratou-se de um jantar algo british: uma mão de borrego assada no forno, acompanhada por feijão-branco amancebado com fio de azeite, birds eye chillies (umas malaguetas minúsculas mas picantes p'ra caraças!) e salsa.
Devido ao canal 95 da Zon (passo a publicidade, porque não me pagam para isto) o jantar terminou com uma verdadeira delícia de terras de Sua Majestade. A confecção desta verdadeira maravilha da doçaria relativamente simples e eficaz não correu a meu cargo. Deixo a receita que foi tirada de um programa do 95 da Zon em que na primeira parte um tipo inglês leva o amigo a passear por terras de França num Porsche Cayenne e «maltrata» o desgraçado e, na segunda parte, começa a cozinhar, geralmente receitas que se lembra que a avó preparava. 
Resumando e concluando: pura pornografia gastronómica, um verdadeiro atentado às papilas gustativas, dada a salivagem que tais receitas desencadeiam.
Seguem-se as imagens:

 
À mão de borrego e ao feijão-branco, seguiu-se um pão-de-ló indiscritível. A última imagem é a da receita e recomendo vivamente que experimentem. Eu não gosto especialmente de pão-de-ló, mas este é de outro Mundo.
 
 O pudim ainda na forma.
O pudim já desenformado.

Nem na montra da melhor ourivesaria
se vê uma preciosidade destas...
E aqui fica a receita:
 

   

08/09/13

Bifes com um toque japonês

Nunca me passaria pela cabeça que alguma vez iria deixar um apontamento sobre algo tão banal como são os bifes. No entanto, como estamos sempre a aprender acho que este post se justifica plenamente. A receita não tem nada de complicado, o segredo foi-me revelado pela Shihoko Gouveia, a quem agradeço sempre a transmissão de quaisquer segredos do País do Sol Nascente.
É evidente que os Japoneses não comem só shushi nem sashimi, agora tão em voga no Ocidente, mas por vezes confeccionados de maneiras absolutamente incríveis que deixariam qualquer japonês com os cabelos em pé.
Mas o melhor mesmo é deixarmos o peixe e passarmos à carne. O segredo destes bifes reside pura e simplesmente na marinada em que devem ficar por 2 ou três horas e que lhes confere um sabor muito especial.
Antes de mais, convém ser carne de boa qualidade. Quanto à quantidade, isso fica ao critério de cada um e de acordo com o número de bocas que tiver que alimentar.
Então é assim: deixam-se os bifes a marinar em molho de soja, gengibre e açúcar. Findo esse tempo colocam-se numa frigideira para grelhar e cozinham-se no ponto do agrado de cada um. Não precisam de qualquer outro condimento.
Experimentem e acompanhem com arroz branco ou batata frita.

01/09/13

Caril japonês II

Quem quiser preparar um caril japonês saiba que pode encontrar a base à venda em Lisboa. O grau de picante é o 2 (em 5) e cá na Pensão Estrelinha ninguém se queixou.
A confecção, cujo resultado foi excelente, não correu a meu cargo.
 

22/08/13

Caril japonês カレー

Quando se fala em caril pensa-se de imediato na Índia, mas a verdade é que o caril vai mudando de aromas e modos de preparação por todo o imenso Oriente. 
Já tinha ouvido falar de um caril, penso que da Malásia, que incluía batata entre os ingredientes. Ora, o caril japonês também é confeccionado com batata.
Ontem, graças à presença da Rin (leia-se Lin) Ishii em nossa casa durante 15 dias, tivemos a oportunidade de sermos presenteados com um magnífico caril カレー(Karē) cuja confecção correu integralmente a cargo da jovem e o resultado superou em muito todas as expectativas. 
Saboroso, delicioso ou excelente são adjectivos que não fazem jus a este caril preparado pela Rin e o que melhor o define é: INESQUECÍVEL.
Como não fui eu que estive ao comando dos tachos, deixo aqui apenas a lista dos ingredientes, de uma simplicidade extrema, de que a jovem Rin necessitou para preparar este verdadeiro manjar dos deuses:

Para cinco pessoas: 
500 g de carne de porco (cortada em cubos pequenos)
2 cenouras
2 cebolas médias
5 batatas
1 fio de óleo de girassol
± 250 g de arroz para sushi
e o ingrediente especial, o preparado de caril, que trouxe com ela do Japão mas que, graças à globalização, é possível encontrar à venda nalgumas lojas em Lisboa.

No canto superior direito da embalagem está indicado o grau de picante: este é o mais baixo e extremamente suave. Imagino o que será o grau 5!