13/01/14

Peixe-galo

Feioso à primeira vista, o peixe-galo fica a perder na aparência aquilo que ganha em sabor.


Cá em casa costuma ser frito, depois de cortado em postas relativamente finas. Temperadas com sal, pimenta-preta e uns pingos de limão, ficam a repousar cerca de uma hora.

Depois de passadas as postas por farinha e fritas em óleo bem quente, foram assim para o prato. Desta vez o acompanhamento foi um arroz de grelos, porque bom mesmo é uma açorda de berbigão ou uma açorda preparada com as ovas do peixe-galo. No entanto, azar a dobrar: berbigão nem vê-lo na praça, nem sequer congelado no supermercado e, além disso, calhou-nos um peixe e não uma peixa – portanto, nada de ovas.
Fica para a próxima...



06/01/14

Cataplana de cherne

Cherne é um daqueles peixes que merecem todo o meu respeito e, por isso, todos os cuidados são poucos para lhe prestar a devida homenagem.
Depois dos devidos salamaleques, tenho a certeza de que tratei bem destas duas postas que resolvi acomodar num utensílio de cozinha com o qual gosto bastante de trabalhar, a cataplana.
De maneira a não se sentirem sozinhas e abandonadas, achei por bem pô-las em convívio com uns mexilhões e uns quantos camarões.
Deram-se bem e o festim foi devidamente regado por um excelente Vila Flor branco oferecido pelo meu amigo e vizinho José Maria.




Salada do mar

Polvo casa com lulas, 
lulas casam com mexilhão, 
mexilhão casa com ovas de peixe-voador curtidas em wasabe que, como são verdes, casam com rúcula que, para brilhar, casa com tomate-cereja.
Tudo temperado com uma vinagreta ficou assim:



タコ, イカ, トビウオ, イガイ, わさび

Caldeirada de polvo

A base foi a da mais do que tradicional caldeirada de peixe mas, em vez deste, experimentei com polvo (previamente cozido), camarão e grão.
E não é que resultou?


06/12/13

Gnocchi

Gnocchi. 
Não me perguntem a receita, porque ainda estou a testá-la no laboratório. Gostava de conseguir fazê-la ao estilo do Heston Bluementhal, mas acho que nem ele tem estes conhecimentos de pirotecnia.
Assim, aqui fica o vídeo para quem quiser experimentar.
Se chegarem a este resultado, por favor, enviem-me a receita.
 

29/11/13

Gyoza (餃子), Dim Sum e Pak choi

O frio convida a refeições quentes e retemperadoras e nestes últimos dias tais convites têm-se sucedido com tal insistência que se tornaram irrecusáveis. Esta, não sendo uma refeição de farta-brutos, é daquelas que aquecem o coração e ai'alma e confortam o estômago.
Nem pensem que vão aqui encontrar um receituário de algo que, por enquanto, só sei comprar congelado, levar para casa e preparar. A sócia da Pensão Estrelinha anda a estudar o assunto e esperemos que em breve possam aparecer por aqui novidades. Pelo menos já temos na Pensão massa para rolinhos primavera e para dim sum.
Por agora fica apenas o apontamento do almoço de hoje cá na Pensão Estrelinha. Os únicos utensílios necessários são: um wok e uma panela de bambu para cozer a vapor.
Além destas ferramentas, é conveniente –  imprescindível – uma visita ao Supermercado Chen na Rua da Palma, aquela que fica no prolongamento da Av. Almirante Reis até ao Martim Moniz, em Lisboa.
A variedade de Dim Sum (ou dumplings) é mais do que suficiente para agradar a gregos e troianos – há para todos os gostos e paladares: chineses, coreanos, filipinos e coreanos.
Quanto a gyozas (餃子), não há que enganar, e é escolher os de origem japonesa. Depois só falta acabar de encher o cesto com alguns legumes para acompanhamento. Curiosamente, a Pak choi está rotulada como «couve branca portuguesa».
Quanto a explicações:
Os Dim Sum foram cozidos a vapor da seguinte maneira: deitei água no fundo do wok e levei a lume esperto até começar a ferver. Coloquei a panela de bambum dentro do wok já com uma cama feita com duas Pak choi cortadas em quartos; temperei-as com um pouco de sal fino, tapei a panela e deixei cozinhar durante 1 a 2 minutos para as Pak choi absorverem o sal. A seguir, dispus os dim sum por cima das Pak choi e deixei cozinhar por 15 minutos – é o tempo recomendado na embalagem e está correcto.
Dos Gyoza (餃子) tratou a sócia, mas são de fácil tratamento: recipiente com óleo bem quente e fritar até ficarem dourados e crocantes. Como estão congelados, o tempo de fritura varia entre 4 e 5 minutos. Cuidado para não deixar que se peguem ao fundo!
Apenas uma nota: hoje cá em casa comeram-se ao mesmo tempo que os dim sum, mas no Japão os gyoza 餃子 servem-se como entrada.


Uma última nota: como estava frio e para não deixar arrefecer os gyoza nem os dim sum, já não houve tempo para mais fotografias. No entanto, pobrezinhos mas honrados: todas estas iguarias foram para a mesa empratadas em louça que a filha mais nova cá dos sócios da Pensão trouxe do Japão. Noblesse oblige!

25/11/13

Costela de vitela

Não é fácil de encontrar no talho do Vasco, pois desaparece rapidamente. No entanto, esta costela de vitela não escapou e consegui trazê-la para casa. A sócia gosta de fazer arroz de costela, mas eu dei-lhe outro destino. Foi estufada com uma Super Bock, acompanhada com dois tipos de couve adquiridos no supermercado chinês, cenoura, cogumelos Brauner e arroz branco japonês.
Quanto mais tempo estiver a estufar, mais tenra fica a carne e o ideal é que a mesma se solte perfeitamente do osso.
Aqui ficam as imagens: