10/01/15

Cataplana de tamboril

Estava combinado que hoje a Beniko Tanaka era convidada da Pensão Estrelinha. A gripe não a deixou vir mas, antes de sabermos disso, fomos ao mercado de Alvalade comprar tamboril para lhe fazer uma cataplana.
A receita é simples: encontra-se um amigo (João Pedro Dinis) que compra na mesma banca. Como é bué da mais entendido nas artes das sertãs e dos tachos do ca eu, percebe-se que estEmos a comprar no sítio certo, a Banca da Bela, e mai nada.
Guardados os ingredientes no frigorífico, quando chegou a hora de preparar a janta, bastou um tacho de arroz branco (eu gosto de um em especial, mas não faço publicidade porque não me pagam para isso) ao lume, mais uma cataplana com um bom fundo de azeite, cebola, alho, pimento-vermelho, dois bird eyes devidamente desfeitos e um pouco de caldo de peixe (confeccionado cá pelo Je)para dar andamento à coisa. Translúcida a cebola, chega a hora de juntar os camarões aos quais, mal acabados de ganhar aquele tom rosa que nos diz estarem quase no ponto, só faltou intrometer os pedaços de tamboril. Achei por bem, e como mandam as regras, de embeber tudo aquilo num copito de vinho branco. Mais uma salsa picadinha, mais uns coentros picados (Atentem nas diferenças entre picadinha e picados, pois os coentros querem-se grosseiros, ao passo que a salsa se há-de servir finamente torturada: só assim tratadas, tais ervas de cheiro nos oferecem os aromas e sabores que delas esperamos. A torto-mocho, e porque achei que sim, juntei uns pezinos de hortelã, dos quais não me arrependo. 
O resultado foi, quais modéstias à parte, FENOMENAL.
Para rematar a janta, a Joaninha ofereceu-nos umas bolachinhas home-made by the Hanamura.

 

24/12/14

Tripadvisor

Apesar de gostar de estar entre tachos e panelas – tachos dos verdadeiros, porque dos outros não me calham na rifa... –, por vezes também gosto de me sentar à mesa de um restaurante e ser bem servido.
Quando isso acontece, e tenho tempo, escrevo um pequeno apontamento no site Tripadvisor. Agora fui «premiado» com esta nota (ver imagem) e só posso agradecer àqueles que têm tido a paciência de ler os meus apontamentos de mesa.
Não percebo muito bem o funcionamento do site mas, se quiserem procurar por mim, o meu nome de código é PauloRamos59
.


01/11/14

Aya e Mercantina

Desde há meses que não venho aqui, não por se ter deixado de comer cá na pensão, mas porque nada de novo o original há a acrescentar.
Só para encher chouriços,... acho que não vale a pena.
Fica apenas o apontamento de dois restaurantes cuja visita aconselho:
O Aya que, graças à iniciativa louvável do sushiman Cícero Torres, renasceu das cinzas qual Phenix e que agora se encontra no Apolo 70, em Lisboa.

Em cima: vieiras

À direita: um combinado Osaka












O outro restaurante cuja visita aconselho, sobretudo para quem aprecia boa comida italiana, é a Mercantina, na Praça de Alvalade no antigo espaço do Centro Comercial, em Lisboa.
Aquando da primeira visita, gostei da comida, mas detestei a desorganização do serviço. Agora parece que este problema foi resolvido e o prazer é redobrado, sobretudo na esplanada para apreciar boa comida e este tempo fantástico de final de Outubro.
spaghetti al nero di seppia

01/07/14

Choupas

«A choupa é uma espécie hermafrodita, em que as fêmeas se podem transformar em macho».

Depois desta lição de zoologia passemos ao que interessa: as choupas.

Das idas a pescarias com o meu primo Mário e o meu amigo Zé Bon de Sousa, as choupas (pequeninas) eram as que mais mordiam o anzol, seguidas por fabulosos sargos, também de dimensões contidas. 

Dantes, pequeninas como eu as pescava, e de acordo com o meu tamanho de puto, eram fritas, pelas cozinheiras da Pensão Central de Armação de Pêra e depois saboreadas ao almoço.

Agora, com a sócia a ir à busca das choupas e já sem precisar das dezenas de anzóis empatados pelo sócio, são maiorzitas, não se prestam a frituras em oleosidades gordurentas, mas ficam Magníficas grelhadas numas boas brazas acendidas cá pelo Je.

A grelhar e já no prato,
um sabor sem igual...

Cadelinhas, Conquilhas

Nada melhor do que ir passear o cão, que é uma cadela, até à Fonte da Telha e aproveitar a baixa-mar para apanhar umas conquilhas.
Apanhem-nas, lavem-nas bem para perderem a areia e temperem-nas a gosto.

Eu gosto de:

Alho,
Azeite
Sal
Pimenta-preta
Sumo de limão
Coentros



Mexilhoada

Saiu bem, mas ainda há-de sair melhor.
Resultou de um programa do 24 hour kitchen que a sócia viu com aquela pindérica pseudo rock a billy mais a Filipa Vá com Deus (que eu vou com os demónios).
E resultou muito bem. Para a próxima, os retoques são: mais tempo de cozedura dos legumes e menos picante.

Não tentem fazer isto se não têm varinha-mágica.

Eu comprei:
1 kg de mexilhão
1 pimento verde
1 pimento vermelho
6 camarões argentinos (que estavam cheios de ovas!)
e o resto procurem no site do 24 hour kitchen


 


 

16/05/14

Massada de marisco

Felizmente, o trabalho tem sido algum e o tempo de vir aqui pouco ou nenhum.
Mesmo assim, o pessoal cá da Pensão Estrelinha tem continuado a alimentar-se sem necessidade de recorrer a féstefudes ou a outras matérias plásticas. A originalidade é que tem primado pela ausência e, por isso, não vale a pena estar a postar banalidades.
Esta massada não foi banalidade nenhuma e resultou bastante bem. Além disso, teve a originalidade de cá o je se ter limitado a seguir as instruções da sócia, ou seja, mandou e eu obedeci.
Não deixo receita, porque não foi de minha autoria, deixo apenas alguns dos ingredientes usados:

Camarões, vieiras, mexilhões, alho, chalotas, azeite, polpa de tomate, pimento-vermelho, vinho branco, salsa e, FUNDAMENTAL, um bom caldo de marisco e peixe.