16/03/16

Hóstias de camarão

Uma apresentação maravilhosa, um sabor requintado, sobretudo para quem gosta de marisco.
Hóstias de camarão, produzidas em Nagoya e oferecidas por Shihoko Gouveia.

20/02/16

Risotto de limão com navalhas

Quando eu era puto, costumava passar as férias de Verão em Setúbal e ir à praia num verdadeiro Paraíso que dava pelo nome de Tróia. A Atlântida afundou-se e a Tróia estragou-se.
Mas não se estragaram as memórias de uns mariscos fantásticos que dão pelo nome de navalhas, e que então se apanhavam com relativa facilidade em certas zonas daquele areal a perder de vista, tão longe da destruição que lhe foi infligida pela "indústria do turismo".
As ditas navalhas terminavam invariavelmente numa sertã regada com um fundo de azeite, uns dentes de alho e muitos coentros. Era de comer, recomer e molhar o pão na molhaca que sobrava.
Puro e duro, pois ninguém pensava em nouvelle cuisine nem em pratos grandes com uma ilha no meio só para encher o olho e deixar a barriga a dar horas.
Hoje atravessaram-se-me no caminho umas belíssimas navalhas: olhei para elas, com o meu jeito tímido costumeiro, as malandras piscaram-me o olho e saltaram feitas doidas para o cesto das compras.


Mais uma volta pelos corredores em busca de promoções, e não é que as navalhas se puseram a mandar piropos para uma garrafa de tinto com uma lontra no rótulo?!?!


O noivado ficou logo ali anunciado, faltava apenas tratar da boda, que se queria condigna, mas sem luxos nem modernices. Havia que preservar o gostinho das navalhas e tratá-las com o maior dos desvelos.
Como quem diz Guadiana, diz Algarve; e quem diz Algarve diz Cabanas; e quem pensa em Cabanas imagina-se logo sentado à mesa da Noélia, foi só puxar um pouco pela memória e recriar o famoso arroz de limão.
Saiu um risotto, feito segundo e seguindo os preceitos de outra receita já aqui botada. O carolino cedeu a vez de boa vontade ao risotto e o robalo não se espinhou por ser trocado pelas navalhas.
Terminou tudo num casamento perfeito.

 

27/01/16

Arroz de limão com robalo e amêijoas

Ir a Cabanas de Tavira e não ir ao restaurante da Noélia é quase como ir a Roma e não ver o Papa. Acontece que já fui a Roma e Papa não vi, mas o mesmo não posso dizer do Restaurante da Noélia, pois é OBRIGATÓRIO e qualquer um que o visite sai de lá abençoado.

Dito isto, e sem mais delongas, pois delonga foi coisa que hoje me assistiu — duas horas na cozinha — passemos à prática.

Antes de mais, uma ressalva: a receita original está aqui (http://sopasdetudo.blogspot.pt/2016/01/noelia-na-academia-time-out.html?spref=fb) e eu limitei-me a segui-la quase à risca. Quase porque o Caldo ficou no segredo dos Deuses...

Assim, tive que me desenrascar e improvisar o meu caldo de peixe. Depois de abrir, espinhar e pelar o robalo, aproveitei espinhas e peles, juntei uma cenoura, um talo de erva-príncipe (para reforçar o aroma a limão) sal, pimenta-preta, folha de louro, um ramo de alecrim, um dente de alho, meia cebola, um copo de vinho branco e água. Vai de ferver e referver durante uma hora. Finda a dita hora, foi passar tudo pela picadora, coar o caldo e, como dizem os entendidos, reservar.

Quanto ao resto, segui fielmente a receita. O resultado é... experimentem! Pois tudo o que eu possa escrever não faz jus a esta maravilha.

   

Salmão marinado em miso

Simples, rápido e saboroso:
Cá para a Pensão Estrelinha foi um lombo de salmão que deu para cortar em quatro tranches, uma para cada comensal.



Ficaram a marinar no frigorífico durante cerca de uma hora (NÃO ultrapassar o tempo da marinada porque o Miso é bastante salgado e depois de emprestar o sabor ao peixe não há maneira de voltar atrás).

A marinada: miso (1 colher de sopa bem servida, saké, mirin, molho de soja e um pedaço de gengibre)

Depois foi só colocar as tranches alinhadas num tabuleiro, sobre uma folha de papel vegetal e levar ao forno (função grill) a 220° C durante 10 a 12 minutos.

Zuke don (ainda a marinar) foi servido sobre arroz e acompanhado com rúcula selvagem
 
 


01/01/16

Cogumelos em sakê

Simples e saboroso, como é norma da cozinha japonesa.
Três variedades de cogumelos:
Shiitaké, 
Shimeji 
Enoki.
Eu achei por bem acrescentar uma cenoura, cortada em rodelas muito finas, para dar cor.
Frigideira com um fundo de água, cogumelos (previamente arranjados e lavados) e cenoura lá para dentro, regados com duas colheres (de sopa) generosas de saké e uma pitada de sal. 
Tapa-se a frigideira e deixam-se suar bem suados os cogumelos durante cerca de 10 minutos.
A receita original aconselha que no final se temperem com molho de soja e lima japonesa. Dispensei o molho de soja  porque pode deixar os cogumelos muito salgados — já tinham levado sal —, e à falta de limas japonesas usei suco de meio limão.
Aconselho, sobretudo a quem, como eu, gosta de cogumelos.
Cogumelos Shimeji
 

 



Cogumelos Enoki

 




 Cogumelos Shiitaké



O resultado final 

19/09/15

Omelete japonesa

Tal como não é possível fazer omeletes sem ovos, também é quase impossível fazer omelete japonesa sem a frigideira indicada para o efeito.
Comprada a dita cuja frigideira para reforçar o trem de cozinha da Pensão Estrelinha, foi só deitar mãos à obra.


Para primeira tentativa, resultou melhor do que o esperado, mas ainda será preciso treinar um pouco para alcançar a perfeição.
As quantidades dos ingredientes dependem do número de pessoas a servir.
Ovos
Saké
Açúcar
Mirin
Água ou caldo
Óleo para untar a frigideira (pouco, mesmo pouco)

06/08/15

日本のチーズケーキ

Cheesecake japonês
Aqui na Pensão Estrelinha as novidades não têm sido muitas, mas a modos que continuamos num registo nipónico.
Como não fui eu que fiz, não posso revelar a receita, só sei dizer que a cozinheira de serviço, a mais nova cá da pensão, utilizou apenas três (3!!!) ingredientes para confeccionar esta maravilha: chocolate branco, três ovos e pouco mais de meia embalagem de queijo Philadelphia.
Como sempre, a simplicidade japonesa revelou-se numa combinação perfeita de sabor e textura.