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06/10/12

Carré de borrego

Por ainda ser feriado, e esperemos que continue a ser por muitos e bons anos. VIVA A REPÚBLICA!!!  
O 5 de Outubro merecia uma comemoração especial. E assim foi: um carré de borrego cozinhado bem devagar em vinho branco, banha, alho e alecrim.
Começou assim na frigideira 


e terminou desta maneira no prato, acompanhado por batata frita e courgette grelhada.


Optei por iniciar a preparação com as costeletas em carrés de três e só no fim as cortei. Deste modo, as das extremidades ficaram bem cozinhadas, ao passo que as do meio ficaram à point (como eu gosto).
As courgettes foram para o grelhador temperadas de sal e pimenta-preta moída na altura e, quase no fim, deitei-lhes um fio de azeite.    

29/06/11

Perna de borrego

Não sei porquê, mas prefiro a mão do borrego à perna, ou pata – como lhe quiserem chamar –, talvez porque a carne da mão é mais macia e subtilmente mais saborosa. Acontece que hoje no talho do Samuel, do Luís e do Vasco – o tal cuja mãe faz um pão de comer e chorar por mais – a única mão disponível pesava apenas 940 g. A crise aperta, mas a barriga do pessoal cá da pensão não tem culpa. Sempre prestável, o Samuel, cortou uma extremidade à dita cuja perna (do borrego) e conseguiu os 1,300 Kg que me garantem que ninguém fica a roer os ossos.
Chegado a casa, depois de uns 1100 m na piscina, olhei para a perna, ela olhou para mim e perguntou-me: lembras-te do vinho de gengibre de que o Carlos Madeira te falou? Respondi que sim, pois ando desejoso por experimentar. Como só se arranja em terras de Sua Majestade Isabel II, tive que improvisar. Um copo meio cheio de vinho branco seco e uma boa colher de chá de gengibre em pó. Experimentem, mexam bem que até parece um vulcão em lenta erupção!!! Com este preparado reguei a perna, do borrego, e não a minha. A seguir vieram os temperos costumeiros. Aguardei uns 20 minutos enquanto o forno pré-aquecia (fica sempre bem dizer isto em qualquer receita) e lá para dentro que se faz tarde. Ao passar a meia-hora de sauna, mudei o forno para a função grill, a fim de tostar a perna (a do borrego, e não a minha que este ano 'inda não pus os pés na praia). Ao fim de uma hora, achei por bem virar a perna, para o bronzeado ficar uniforme e deixei estar mais 20 minutos.
Saiu assim e foi para a mesa com umas batatas fritas tipo rústicas acompanhadas por uma ratatouille que não foi de minha criação, mas que estava bastante boa.




Ingredientes para 4:
1 perna de borrego com 1,3 kg
1/2 copo de vinho branco seco + 1 colher de chá de gengibre moído
o mais difícil de tudo: um pauzinho de alecrim colhido pelo meu (é emprestado, mas ele não se chateia) tio Manuel em terras do Minho. Empresta ao assado um aroma que nem vos conto!
1 folha de louro
1 dente de alho cortado em lâminas
sumo de meio limão
colorau
sal e pimenta-preta (moída na altura)
1 bom fio de azeite

Depois, quando achei que estava no ponto, ainda reguei a perna (a do borrego, e não a minha!) com banha de porco preto e deixei-a de castigo mais 10 minutos no forno, com este já desligado mas a mandar calor suficiente para as gorduras se entranharem umas nas outras.

O acompanhamento foi a tal Ratatouille, batatas fritas rústicas (cortadas em cubos, triângulos e outros padrões geométricos, mas com casca) e salada de alface.

23/01/11

Lombo de porco estufado

Um verdadeiro passo no escuro que resultou muito bem. Lombo de porco cá em casa... é mato! Ou seja, costumo fazer uma vez por semana porque rende para duas refeições (e estamos em crise, aliás, desde 1383-85 que nunca mais saímos da put... da crise!) Adiante, que este blog é para alegrias e não para tristezas! Como eu dizia, o lombo ou o lombinho (há diferenças de texturas e sabores...) é sempre tratado da mesma maneira, mas hoje deu-me nas ganas de lhe dar um tratamento preferencial: em vez de ir para o forno, optei por estufá-lo em tacho de barro. E não é que resultou?!?!
Cá vai disto, para aqueles que lêem e não comentam :)))
Cama feita com uma cebola grande cortada em rodelas finas
Apunhalei várias vezes o lombo para nos golpes lhe cravar lascas de dente de alho
Depois temperei com sal e pimentão picante, pelo que dispensei a pimenta-preta. Reguei com vinho branco e um cálice de moscatel de Setúbal. Juntei um raminho de alecrim especial (foi o «meu» tio Manuel que me ofereceu, directamente de um dos locais mais lindos do Minho!) Como o lombo era como eu («pele e osso»), achei por bem dar-lhe alguma gordura e, por isso, deitei um fio de azeite e duas boas colheres de sopa de banha de porco preto (daquela que o Vasco vende, sem rótulo). Como faltava um bocadinho de cor, juntei algumas tirinhas de pimento amarelo. Lume pouco esperto, que as espertezas são quase sempre saloias! E vai de esperar e de virar o lombo e de o banhar com mais bronzeador (findo o caldo em que se banhava, recorri a uma Heineken para não o deixar desidratar) e de voltar a revirar. Tendo perdido nestas operações quase hora e meia (e eu que não gosto de lentidões ?!?!)
Entretanto, havia que arranjar noiva para o lombo e por isso abri a porta do frigorífico, tirei de lá de dentro uns cogumelos, uns bróculos e um bacon em tirinhas que foram para um caçoilo de barro dançar o vira com um bom fio de azeite, uma pitada de sal e outra de pimenta-preta moída na altura.
Meus amigos e minhas amigas, eu não sei se era da fome ou da vontade de comer. mas a «experiência» desapareceu tão lesta dos pratos como nunca se viu. E no ar ficou a pairar um cheirinho a alecrim!!!