06/08/15

日本のチーズケーキ

Cheesecake japonês
Aqui na Pensão Estrelinha as novidades não têm sido muitas, mas a modos que continuamos num registo nipónico.
Como não fui eu que fiz, não posso revelar a receita, só sei dizer que a cozinheira de serviço, a mais nova cá da pensão, utilizou apenas três (3!!!) ingredientes para confeccionar esta maravilha: chocolate branco, três ovos e pouco mais de meia embalagem de queijo Philadelphia.
Como sempre, a simplicidade japonesa revelou-se numa combinação perfeita de sabor e textura.




  

15/06/15

蒸した豚肉 – Estufado de porco

Uma das coisas que mais me fascina na cultura japonesa é a simplicidade com que é possível criar pequenas maravilhas, e este prato é disto exemplo. 

Um simples estufado de porco que levado à mesa delicia o paladar do mais exigente.

Como éramos só três hoje a jantar na Pensão Estrelinha, os ingredientes foram estes:

Dose de arroz japonês para três (ficou a cargo da sócia, que já está especialista).
 
2 bifes de porco cortados em tiras
1 cebola cortada em rodelas grossas
1 dente de alho picado
1 mão cheia de ervilhas congeladas

Para o molho:
1 copo de 33 cl com uma mistura de molho de soja, mirin, saké (1/3 de cada) e 1 colher de chá de gengibre em pó.

Cama de cebola no fundo, carne e ervilhas por cima, mais o alho e o molho. Tacho tapado e deixar cozinhar em lume brando entre 30 a 40 minutos.

Servir o arroz numa tijela e colocar a carne por cima.
A receita original inclui frango e um talo de aipo, ingredientes que eu não tinha, mas já descobri outra em que na vez do aipo é usada uma pequena couve-coração e o porco como única carne.

Quem estiver interessado em saber mais sobre cozinha japonesa tem aqui um excelente guia: http://www.nhk.or.jp/dwc/recipes/

 

 
 

10/05/15

Cheesecake no forno

Vai-se passear a Daisy ao jardim e conversa-se sobre cozinha com o dono do Baltazar.
De restaurantes, mercados e produtos a usar e onde comprar, a conversa levou-me à descoberta desta verdadeira maravilha, cuja receita se encontra facilmente no Youtube e o Gordon Ramsay não a podia explicar de maneira mais simples.
Reza a história que este Cheesecake teve origem na Nova Iorque da década de 1930. Não me dei ao trabalho de averiguar, posso apenas dizer que mais simples deve ser difícil e que o resultado é sensacional.
Desta vez usei duas embalagens de queijo Philadelphia, mas para a próxima vou experimentar com um requeijão de Azeitão ou com um bom queijo fresco de origem nacional.

Mãos ao bolo:
2 embalagens de queijo Philadelphia 
3 ovos
5 colheres de sopa de açúcar 
2,5 colheres de sopa de farinha
Frutos silvestres
Manteiga para barrar a forma

Bate-se o queijo, batem-se os ovos e juntam-se ao queijo, a pouco e pouco; junta-se o açúcar e depois a farinha. Unta-se uma forma com manteiga, deita-se o preparado e, por fim, mergulham-se os frutos silvestres (tive a sorte de encontrar no supermercado uma embalagem com amoras, framboesas e mirtilos: eram excelentes em tudo menos no preço).
Leva-se ao forno a 180°C durante meia hora a 25 minutos et voilà!

 Acabado de sair do forno

 Fora da forma

Pronto a comer


てんぷら (Tempura)

Uma experiência que correu bem, mas ainda poderá correr melhor.

Um destes dias resolvemos fazer てんぷら, que é como quem diz "Tempura".
Digamos que os preparativos são a parte mais morosa: pelar os camarões, cortar a beringela com requinte, fatiar a courgette e a batata-doce, levam o seu tempo, mas vale bem o esforço.
A base para a polme pode ser preparada com farinha, água, pimenta-preta, sal e ovo, mas optámos por uma já feita de origem japonesa à qual só é preciso acrescentar água.

Quando o arroz japonês estava quase no final da cozedura, aqueceu-se o óleo, que tem que estar bem quente, e foram-se mergulhando os diferentes componentes, previamente passados pela polme.

Além destes, quem quiser experimentar também pode usar, entre outros, feijão-verde, cenoura, flor de courgette, cogumelos, etc. Fica ao critério de cada um.
Uma última nota: não exagerem nas quantidades, pois acaba sempre por sobrar.

Seguem-se as fotografias de várias fases da execução e o resultado final.

A batata-doce


A beringela devidamente golpeada





 



 A courgette



Os camarões. 

Os camarões são os que exigem mais técnica de corte para não encaracolarem aquando da fritura. Ainda tenho muito que treinar... Retiram-se as cabeças, a casca e a extremidade bicuda da cauda. Deixam-se apenas as barbatanas. Depois retira-se a tripa (operação mais fácil do que possa parecer). Por fim, golpeia-se a barriga dos bichos com vários cortes oblíquos e partem-se as articulações das costas... dos bichos e não do cozinheiro!
Da teoria à prática vai a diferença entre uma curva e uma recta...

O resultado final foi este:

 

29/04/15

Caril japonês

Nada de novo pela cozinha, pois a inspiração tem sido canalizada para o trabalho. Apesar disto, hoje uma ligeira novidade: em vez da carne de porco resolvi experimentar com lulas, polvo, mexilhão e camarão.
Como sempre, limitei-me a seguir as instruções da embalagem de caril japonês para meia porção, ou seja, o suficiente para 4 pessoas.

2 batatas grandes cortadas em cubos
3 cenouras em corte asiático
1 cebola grande
1 embalagem de seafood mix da Pescanova
250 g de mexilhão congelado
 
Conclusão: recomendo, pois fica muito mais leve do que confeccionado com carne de porco.
Não esquecer que acompanha com arroz japonês.


09/03/15

焼きそば Yaki soba

Continuamos por terras do Império do Sol Nascente, desta feita com um Yaki soba, prato muito popular no Japão, mas cuja origem remonta à China.
O grau de dificuldade é ZERO.
Cozer os noodles durante 3 minutos em água a ferver temperada com sal.
Entretanto, num Wok com fundo de molho de soja (japonês) e óleo de girassol (eu prefiro esta combinação para controlar o sal), cozinhar os bróculos, a cenoura (cortada em lâminhas finas), um dente de alho (também laminado), os cogumelos brancos e a carne de porco (também se pode usar vaca ou frango). Os legumes podem igualmente ficar ao gosto de cada um. 
Para temperos, limitei-me a uma pitada de pimenta-preta moída na altura e um pouco de sakê.
Fases da preparação e, na última imagem, os cogumelos brancos.
 



08/03/15

日本

日本 é como quem diz Niôn, ou seja, Japão.
Ora, no Japão, como é fácil de intuir, não se come apenas sushi nem sashimi.
Tal como os gatos, e como qualquer ser dotado de papilas gustativas, também os Japoneses apreciam outros sabores.
Assim, nos últimos tempos têm sido levadas a cabo na Pensão Estrelinha algumas experiências, no geral bem sucedidas, que tentam replicar pratos que vão regularmente à mesa de qualquer família japonesa.
Ficam aqui apontamentos e fotografias das ditas cujas experiências.

O Zuke-don de salmão saiu melhor que bom à segunda tentativa. A base de arroz ficou a dever-se à sócia da Pensão Estrelinha: arroz cozido no ponto e cortado com açúcar e vinagre de arroz.
Para marinar o salmão, 15 minutos (nem mais, nem menos) antes de servir: molho de soja (japonês e NÃO chinês), Mirin e Sakê.

Servir sobre uma base de arroz com wasabe, gengibre rosa e polvilhar com sementes de sésamo.


Quanto ao 焼きそば, ou seja, Yaki-soba, que originalmente, como não poderia deixar de ser, tem origem na China, usei o meu Wok para tratar da cenoura, cortada em rodelas muito finas, do alho, da carne de porco, dos bróculos e dos cogumelos brancos, devidamente temperados com sal (pouco) e pimenta-preta moída na altura. Tudo, diga-se de passagem, num banho de molho de soja e óleo de girassol. A massa coze à parte (3 minutos) e, nos últimos instantes, depois de escorrida, junta-se à fritura no wok.
Nota: eu esqueci-me, mas não se esqueçam que dos temperos consta também um pouco de sakê