27/01/16

Arroz de limão com robalo e amêijoas

Ir a Cabanas de Tavira e não ir ao restaurante da Noélia é quase como ir a Roma e não ver o Papa. Acontece que já fui a Roma e Papa não vi, mas o mesmo não posso dizer do Restaurante da Noélia, pois é OBRIGATÓRIO e qualquer um que o visite sai de lá abençoado.

Dito isto, e sem mais delongas, pois delonga foi coisa que hoje me assistiu — duas horas na cozinha — passemos à prática.

Antes de mais, uma ressalva: a receita original está aqui (http://sopasdetudo.blogspot.pt/2016/01/noelia-na-academia-time-out.html?spref=fb) e eu limitei-me a segui-la quase à risca. Quase porque o Caldo ficou no segredo dos Deuses...

Assim, tive que me desenrascar e improvisar o meu caldo de peixe. Depois de abrir, espinhar e pelar o robalo, aproveitei espinhas e peles, juntei uma cenoura, um talo de erva-príncipe (para reforçar o aroma a limão) sal, pimenta-preta, folha de louro, um ramo de alecrim, um dente de alho, meia cebola, um copo de vinho branco e água. Vai de ferver e referver durante uma hora. Finda a dita hora, foi passar tudo pela picadora, coar o caldo e, como dizem os entendidos, reservar.

Quanto ao resto, segui fielmente a receita. O resultado é... experimentem! Pois tudo o que eu possa escrever não faz jus a esta maravilha.

   

Salmão marinado em miso

Simples, rápido e saboroso:
Cá para a Pensão Estrelinha foi um lombo de salmão que deu para cortar em quatro tranches, uma para cada comensal.



Ficaram a marinar no frigorífico durante cerca de uma hora (NÃO ultrapassar o tempo da marinada porque o Miso é bastante salgado e depois de emprestar o sabor ao peixe não há maneira de voltar atrás).

A marinada: miso (1 colher de sopa bem servida, saké, mirin, molho de soja e um pedaço de gengibre)

Depois foi só colocar as tranches alinhadas num tabuleiro, sobre uma folha de papel vegetal e levar ao forno (função grill) a 220° C durante 10 a 12 minutos.

Zuke don (ainda a marinar) foi servido sobre arroz e acompanhado com rúcula selvagem
 
 


01/01/16

Cogumelos em sakê

Simples e saboroso, como é norma da cozinha japonesa.
Três variedades de cogumelos:
Shiitaké, 
Shimeji 
Enoki.
Eu achei por bem acrescentar uma cenoura, cortada em rodelas muito finas, para dar cor.
Frigideira com um fundo de água, cogumelos (previamente arranjados e lavados) e cenoura lá para dentro, regados com duas colheres (de sopa) generosas de saké e uma pitada de sal. 
Tapa-se a frigideira e deixam-se suar bem suados os cogumelos durante cerca de 10 minutos.
A receita original aconselha que no final se temperem com molho de soja e lima japonesa. Dispensei o molho de soja  porque pode deixar os cogumelos muito salgados — já tinham levado sal —, e à falta de limas japonesas usei suco de meio limão.
Aconselho, sobretudo a quem, como eu, gosta de cogumelos.
Cogumelos Shimeji
 

 



Cogumelos Enoki

 




 Cogumelos Shiitaké



O resultado final 

19/09/15

Omelete japonesa

Tal como não é possível fazer omeletes sem ovos, também é quase impossível fazer omelete japonesa sem a frigideira indicada para o efeito.
Comprada a dita cuja frigideira para reforçar o trem de cozinha da Pensão Estrelinha, foi só deitar mãos à obra.


Para primeira tentativa, resultou melhor do que o esperado, mas ainda será preciso treinar um pouco para alcançar a perfeição.
As quantidades dos ingredientes dependem do número de pessoas a servir.
Ovos
Saké
Açúcar
Mirin
Água ou caldo
Óleo para untar a frigideira (pouco, mesmo pouco)

06/08/15

日本のチーズケーキ

Cheesecake japonês
Aqui na Pensão Estrelinha as novidades não têm sido muitas, mas a modos que continuamos num registo nipónico.
Como não fui eu que fiz, não posso revelar a receita, só sei dizer que a cozinheira de serviço, a mais nova cá da pensão, utilizou apenas três (3!!!) ingredientes para confeccionar esta maravilha: chocolate branco, três ovos e pouco mais de meia embalagem de queijo Philadelphia.
Como sempre, a simplicidade japonesa revelou-se numa combinação perfeita de sabor e textura.




  

15/06/15

蒸した豚肉 – Estufado de porco

Uma das coisas que mais me fascina na cultura japonesa é a simplicidade com que é possível criar pequenas maravilhas, e este prato é disto exemplo. 

Um simples estufado de porco que levado à mesa delicia o paladar do mais exigente.

Como éramos só três hoje a jantar na Pensão Estrelinha, os ingredientes foram estes:

Dose de arroz japonês para três (ficou a cargo da sócia, que já está especialista).
 
2 bifes de porco cortados em tiras
1 cebola cortada em rodelas grossas
1 dente de alho picado
1 mão cheia de ervilhas congeladas

Para o molho:
1 copo de 33 cl com uma mistura de molho de soja, mirin, saké (1/3 de cada) e 1 colher de chá de gengibre em pó.

Cama de cebola no fundo, carne e ervilhas por cima, mais o alho e o molho. Tacho tapado e deixar cozinhar em lume brando entre 30 a 40 minutos.

Servir o arroz numa tijela e colocar a carne por cima.
A receita original inclui frango e um talo de aipo, ingredientes que eu não tinha, mas já descobri outra em que na vez do aipo é usada uma pequena couve-coração e o porco como única carne.

Quem estiver interessado em saber mais sobre cozinha japonesa tem aqui um excelente guia: http://www.nhk.or.jp/dwc/recipes/

 

 
 

10/05/15

Cheesecake no forno

Vai-se passear a Daisy ao jardim e conversa-se sobre cozinha com o dono do Baltazar.
De restaurantes, mercados e produtos a usar e onde comprar, a conversa levou-me à descoberta desta verdadeira maravilha, cuja receita se encontra facilmente no Youtube e o Gordon Ramsay não a podia explicar de maneira mais simples.
Reza a história que este Cheesecake teve origem na Nova Iorque da década de 1930. Não me dei ao trabalho de averiguar, posso apenas dizer que mais simples deve ser difícil e que o resultado é sensacional.
Desta vez usei duas embalagens de queijo Philadelphia, mas para a próxima vou experimentar com um requeijão de Azeitão ou com um bom queijo fresco de origem nacional.

Mãos ao bolo:
2 embalagens de queijo Philadelphia 
3 ovos
5 colheres de sopa de açúcar 
2,5 colheres de sopa de farinha
Frutos silvestres
Manteiga para barrar a forma

Bate-se o queijo, batem-se os ovos e juntam-se ao queijo, a pouco e pouco; junta-se o açúcar e depois a farinha. Unta-se uma forma com manteiga, deita-se o preparado e, por fim, mergulham-se os frutos silvestres (tive a sorte de encontrar no supermercado uma embalagem com amoras, framboesas e mirtilos: eram excelentes em tudo menos no preço).
Leva-se ao forno a 180°C durante meia hora a 25 minutos et voilà!

 Acabado de sair do forno

 Fora da forma

Pronto a comer