29/11/18

Ossobuco

Não é a primeira vez que aqui vem parar um ossobuco.
Mas este saiu delicioso e merece repetição:
Não é imprescindível, mas dá bastante jeito ter uma panela de pressão.
Um bom fio de azeite no fundo da panela de pressão.
Uma cebola grande cortada em meias rodelas, mais dois tomates cortados em quartos e três dentes de alho esmagados.
Deixam-se ganhar cor e libertar aromas e líquidos.
Entretanto, passei os dois bocados de ossobuco por farinha (operação essencial para manterem o tutano, que acaba por ser o rei da manja).
Quando achei que a cebola e restantes acompanhantes estavam no ponto, coloquei os dois pedaços de ossobuco por cima, mais uma cenoura grande cortada em cubos (brunoise, para ficar mais à la chef) e uma folha de louro. Reguei tudo com um bom copo de vinho branco e juntei uma dose generosa de manteiga, mais os devidos temperos de sal e pimenta-preta moída na altura. Deixei levantar fervura, tapei a panela de pressão e esperei que passassem 40 minutos.
No entrementes, descasquei batatas para fazer o puré de acompanhamento.
O resultado final não podia ter sido melhor: carne a desfazer-se na boca, tutano saboroso até mais não e um puré de batata (não fui eu que me encarreguei da preparação do mesmo) digno de acompanhar tal iguaria.

 

28/11/18

Porca doce de Beja

Continuando por terras do Alentejo, a seguir ao chouriço sem cura da Amareleja vem a famosa porca doce de Beja.
De novo uma amável oferta que muito agradou ao paladar cá dos hóspedes da Pensão Estrelinha.

Massapão e recheio de doce de gila, um verdadeiro manjar.

Para quem não conhece esta delícia, aqui ficam as imagens da porca doce e da embalagem onde pode ser adquirida.


 

Chouriço sem cura

Quem gosta de petiscos anda sempre à espreita de novidades, e esta tratou-se de uma verdadeira novidade cá na Pensão Estrelinha: Chouriço sem cura, ou não curado, da Amareleja. 
Oferta de Amizade.

Foi assado, mas diz quem sabe que também pode ser cozido.

Aconselha-se e recomenda-se


 

20/09/17

Doce Japonês

Simplicidade tão refinada.
Oferta do embaixador Sakutaro Tanino por ocasião da cerimónia de apresentação do livro: Pearl Harbor, Lisboa, Tóquio, escrito por Morishima Morito.




04/09/17

14/04/17

Mousse de limão

Mais fácil é capaz de ser difícil.

Uma embalagem de mascarpone, um pacote de natas, sumo de 3 limões + raspa de um limão e açúcar a gosto.

Batedeira a funcionar et voilà!

A verdadeira mousse de limão fica bastante mais leve graças aos ovos e às claras batidas em castelo, mas esta deixa-se comer e dá para 8 doses.

Duas horas de frigorífico são suficientes, mas, se ainda sobrar, fica melhor no dia seguinte.


01/10/16

Massa com amêijoas

Olhei para elas e riram-se para mim. Foi amor à primeira vista. Coitadas, nem imaginavam o triste fim que as esperava.
Eram grandes, brilhantes e com aquele inebriante perfume a mar a que é impossível resistir.
Eu chamar-lhes-ia amêijoas pata-de-burro, mas na etiqueta davam pelo nome de "amêijoa fresca". Mais frescas do que estas só tiradas do mar.
Chegadas a casa foram logo para o banho, e fez-lhes bem porque largaram alguma areia naquela água com umas pedritas de sal grosso.

Os ingredientes corriqueiros:
1 cebola picada
2 dentes de alho grandes picados
1 pacote de polpa de tomate
1 folha de louro
1 copo de vinho branco
1 colher de sopa de Madeira
2 bird-eye
4 colheres de sopa de caldo de peixe (preparado por mim, nada de industrialismos).
salsa picadinha (para largar mais cheiro)
coentros picados (grosseiramente, pois caso contrário perdem o aroma)
Uns quantos camarões, mais uns cubos de tamboril e uns mexilhões.

Entretanto, água ao lume para cozer a massa com um pouco de açafrão para dar cor.

Depois de apurado o refogado, as amêijoas abriram e ainda emprestaram um sabor a mar especial ao preparado.

Cozida a massa, foi esta fazer de cama numa travessa na qual as amêijoas se deitaram para irem à mesa.